Nascida na Tunísia a 27 de outubro de 1952, Brigitte Engerer era apontada como uma virtuosa executante entre os maiores pianistas, de acordo com um comunicado da empresa Concerts De Valmaléte, que não indicou as causas da morte da artista.

A pianista tocou pela última vez no passado dia 12 no Théâtre des Champs-Elysés, na capital francesa, onde interpretou obras de Schumann com a Orquestra de Câmara de Paris, 50 anos depois da sua primeira atuação na mesma sala.

Aos 17 anos, Brigitte Engerer deixou Paris para estudar na então União Soviética, a convite do Conservatório de Moscovo, fazendo com que «uma parte de si passasse a ser russa», como afirma o comunicado da sua agência.

Para Stanislas Neuhaus, que foi seu professor durante cinco anos, Brigitte Engerer foi uma dos pianistas mais brilhantes e originais da sua geração.

«O seu desempenho caraterizava-se pela sensibilidade artística, espírito romântico, magnitude, perfeição técnica, assim como por um talento nato para comunicar com o público», acrescentou o mestre.

Engerer desenvolveu uma carreira internacional, que incluiu os principais palcos mundiais, como Berlim, Paris e Nova Iorque. «A sua vida foi uma busca incansável pela verdade musical, a que acrescentou os seus múltiplos talentos», considera ainda a sua agência.

@SAPO com Lusa

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