A guitarra do conceituado músico português terá a companhia, na programação, das cordas da kora de Braima Galissa, cantor originário da Guiné-Bissau, que nasceu no seio de uma família de djidius (músicos hereditários) e que reside em Portugal desde 1998. Já participou em trabalhos discográficos de João Afonso, Amélia Muje, Herménio Meno, Blasted Mechanism e Sara Tavares.

A kora é uma espécie de harpa que significa, no dialeto mandinga, “o instrumento que abrange tudo”, e é um instrumento associado à recitação de histórias, área bem presente na “Festa de Outono”.

As famílias que se deslocarem aos jardins de Serralves vão poder ouvir “35 contos dos irmão Grimm” pela boca dos contadores António Fontinha, Cristina Taquelim, Maria Morais, Rodolfo Castro e Thomas Bakk, mas também “Era uma vez um tapete” e “Arca de Noé”, da autoria de Regina Guimarães, com a recriação da Oficina do Feltro.

“MicroFénix” são outras cinco histórias, pequenas peças teatrais e musicais do Teatro Mais Pequeno do Mundo, com títulos como “Adão e Eva”, “A escola ao contrário”, A casa no meio da estrada” ou “O telemóvel que caiu na sanita”.

“Festa de Outono” é também “Festa da lã”, um projeto que decorrem em Viana do Alentejo, desde 2007, e que visa a reabilitação do trabalho artesanal com as lãs locais, sobretudo a partir de técnicas de produção têxtil, como a feltragem, mas também a fiação e a tecelagem. Em Serralves será uma também festa que conta com o Grupo Coral Feminino de Viana do Alentejo.

Festa das famílias no museu, este evento que marca o outono vai ter como é habitual inúmeras oficinas e passeios durante o dia todo, a maior parte em torno da Natureza, da fauna e da flora do parque do museu, que também pode ser conhecida graças à exibição da série documental “Há vida em Serralves”.

A festa de Serralves será também uma oportunidade para ver teatro, com “Une brinque dans le ventre”, de Luciano Amarelo e Olivier Luppens, e “Arre! - uma peça para dois burros e dois atores”. Será ainda uma oportunidade para ouvir as surpreendentes composições de Victor Gama para “instrumentos imaginários, como o “acrux”, “toha” e “dino”, criados pelo próprio músico, alguns dos quais tiveram a sua apresentação mais mediática no Carnegie Hall em Nova Iorque. em 2010, a convite de David Harrington dos Kronos Quartet.

@Lusa

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