A banda está de regresso a estúdio, para gravar o sucessor de “10,000 Days”, editado em 2006, e, de acordo com o webmaster da banda, que adiantou a participação do percussionista dos King Crimson, Pat Mastello, nas sessões de gravação, as coisas estão a correr da melhor maneira.

“O bom amigo e percussionista dos King Crimson, Pat Mastelotto, passou pelo loft dos Tool no outro dia para ouvir a banda a trabalhar no novo material. Disseram-me que, desde a recente renovação da insonorização, as sessões de composição e arranjos têm progredido bastante bem (boas notícias para aqueles que aguardam por um novo álbum)”, contou.

Adam Jones, guitarrista do coletivo, também publicou na semana passada uma fotografia captada no estúdio, que mostra os compassos de uma faixa, a qual acompanhou pela hashtah #SmokeOnTheHorizon:

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Recorde-se que na origem do não lançamento, por parte dos Tool, de qualquer álbum nos últimos oito anos está o processo judicial multimilionário de que foram alvo, além de alguns compromissos familiares. A batalha legal foi iniciada por um sócio de Jones, que exige crédito por um trabalho gráfico que, alegadamente, criou para a banda em 2007. Entretanto, a companhia de seguros contratada pelos Tool para os proteger de eventuais processos decidiu processar a própria banda, alegando haver problemas técnicos em volta do caso. Os Tool decidiram, então, contra-processá-los.

“Os fãs estão danados connosco. E, enquanto parte de mim é egoísta e pensa ‘Não estou, necessariamente, a fazê-lo por eles’, é hora de eles perceberem o que se passa”, disse Jones, em julho passado.

“Tudo isto é verdadeiramente deprimente”, acrescentou Carey, que continuou: “A coisa má é que nos consome muito tempo. E nós ficámos mais velhos e as nossas prioridades mudaram, já é difícil coordenar a agenda da banda assim. As pessoas têm filhos, agora. E há muitas outras coisas que surgem. Isto [o processo] vem tornar tudo muito pior e stressa as pessoas”.

“E a nossa defesa está a custar milhões e milhões e milhões de dólares”, acrescentou Jones. “E os fãs reclamam todos: ‘Queremos um novo álbum dos Tool. O que se passa?’. E tu não queres envolver as pessoas nos teus problemas, porque elas não os percebem”, continuou.

“Mas é assim, nós estamos a lutar do lado bom. Vamos a julgamento e queremos esmagá-los. Mas, sempre que estamos prestes a ir a julgamento, o mesmo é adiado e acabamos por gastar dinheiro e tempo, e isso acaba por drenar a nossa energia criativa. Comprámos uma apólice de seguros para termos paz de espírito, mas estaríamos melhor se nunca o tivéssemos feito e tivéssemos chegado a acordo com o processo original”, concluiu.

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