Num festival em que "o jazz europeu está em maioria", Matthew Shipp será o único nome proveniente dos Estados Unidos, sendo este músico uma das "principais vozes do jazz atual", referiu José Miguel Pereira, presidente da direção do Jazz ao Centro Clube (JACC), entidade organizadora. O artista norte-americano, que editou em 2013 o seu sétimo álbum, "Piano Sutras", atua no Museu Nacional Machado de Castro, a 30 de maio, pelas 19:00.

O pianista Joachim Kühn, que toca no dia a seguir no Teatro Académico Gil Vicente, às 22:00, foi um dos músicos "fundamentais para a criação do género do jazz europeu", tendo feito também parcerias com músicos norte-americanos na "década de 1960 e de 1970", como os saxofonistas Ornette Coleman, Archie Shepp ou o trompetista Don Cherry, sublinhou José Miguel Pereira.

Também no mesmo dia, às 20:00, é apresentado um concerto no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, que reúne "a nova geração do jazz francês", o Théo Ceccaldi Trio, com a também francesa Joëlle Léandre, contrabaixista que trabalhou com Evan Parker e Anthony Braxton, explanou o presidente do JACC.

Na noite de 31 de maio para 01 de junho, será ainda apresentado o projeto "Free Moby Dick", de dois músicos dinamarqueses, um lituano e um finlandês, em que se poderá ouvir uma reinvenção de clássicos de Black Sabbath, Led Zeppelin ou Rolling Stones.

Durante o festival, será também apresentado, no Centro Cultural Dom Dinis, a 29 de maio, o "Arquivo Sonoro do Centro Histórico de Coimbra", da autoria de Luís Antero e do percussionista João Pais Filipe, em que a partir de "paisagens sonoras" da cidade gravadas por Luís Antero surge uma "apropriação criativa desse material", disse José Miguel Pereira, durante a apresentação do festival, hoje de manhã, no Salão Brazil.

O festival conta ainda com dois concertos do grupo Chibanga Groove com o tocador de kora guineense Ibrahima Galissa, a 29 e 30 de maio no Salão Brazil, e um do Lisboa String Trio, a 1 de junho, na Casa Museu Bissaya Barreto, pelas 18:00.

O evento tem um orçamento de 20 mil euros, sendo que, de acordo com José Miguel Pereira, "só é possível realizar-se devido à parceria" com as empresas de base tecnológica da região, ISA, Open Limits e Critical Software, assim como com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, patrocinador principal do evento. Para além do apoio de entidades privadas, José Miguel Pereira realçou ainda o apoio anual de 70 mil euros que o JACC recebe da Câmara.

O modelo da parceria privada, em que cada um das três entidades locais financia um "dos espaços ou concerto", poderá ser "replicado no futuro" para garantir "a sustentabilidade do festival".

O preço dos bilhetes varia entre cinco e oito euros por concerto.

@Lusa

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