"Este projeto é um olhar do ‘português viajante', de quem está de visita e reflete as impressões e experiências de vida", começou por explicar Rão Kyao, poucos minutos antes de iniciar mais um ensaio com a Orquestra Chinesa de Macau.

O músico vincou também que "Casas de Macau", que olha para a Casa do Mandarim, Casa da Família Ho e para o Largo de São Lázaro, locais recuperados pela administração de Macau e que integram hoje o património da cidade ou o que está classificado pela UNESCO, é também um olhar de "quem está familiarizado com a cidade, mas que traz as suas vivências através da música".

"É o tal ‘português viajante', somos nós, é Macau de certa maneira porque a cidade é um encontro de culturas, um encontro entre portugueses e chineses e o património também reflete essa vertente", disse.

O espetáculo de 2013 é para Rão Kyao uma continuidade de "Junção", o disco gravado com a mesma orquestra em 1999 e que marcou em termos culturais a transição de Macau para a China. "É uma continuidade porque continuo a beber este novo Macau e a transmitir o Macau da relação entre os povos", sublinhou.

Como projeto de futuro, Rão Kyao gostava de gravar o disco que agora vai apresentar na cidade e confessa o "desejo" de que o trabalho tenha projeção na China.

"Mostrar estas composições e arranjos na China pode ser muito interessante porque tem a componente tradicional da orquestra aliada à visão ocidental, um trabalho que envolve as culturas portuguesa e chinesa", concluiu.

@Lusa

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