No Parque da Bela Vista, em Lisboa, nos 200 mil metros quadrados que há 10 anos acolhem a iniciativa, começou-se a trabalhar há dois anos para cinco dias de música de 2014, desde logo Rolling Stones mas também Robbie Williams, Linkin Park, Arcade Fire ou Justin Timberlake.

E para que as centenas de milhares de pessoas não saiam defraudadas a organização pensou em tudo, desde 300 casas de banho a muitas dezenas de ecopontos, de estruturas de saúde e segurança, de locais para comer e beber a multibanco ou loja de recordações. Uma “verdadeira cidade do rock”, como dizem os organizadores, com 12 horas de festa em cada um dos cinco dias.

No recinto, como de costume sobressai o Palco Mundo, o palco principal onde atuarão as “cabeças de cartaz”, feito de painéis de chapa metálica, 75 metros de comprimento, 250 mil watts de som e 300 projetores.

Em frente, no cimo da colina, a chamada Tenda VIP, só para convidados e com a melhor vista para o Palco Mundo.

Mas o Rock in Rio é muito mais. Nas traseiras dessa tenda o espaço Street Dance, inspirado em Nova Iorque, vai mostrar estilos como breakdance ou hip-hop. Dali vê-se o norte de Lisboa e na colina ao lado, entre oliveiras, o Palco Vodafone, que vai dar música a seis mil pessoas.

E vê-se logo atrás a torre dos saltos, ou para o lado poente a roda gigante, para os que gostam de emoções fortes.

Sobe-se a colina e desce-se para poente para quem quer chegar à tenda eletrónica, uma estrutura a imitar uma aranha de 40 metros de diâmetro, ou vira-se para o Palco Vodafone, onde hoje ainda se estendem cabos e se montam baterias. Um monte de cascalho vai tapar uma zona de lama provocada pela chuva dos últimos dias.

É por aí a Rock Street, inspirada em bairros de Inglaterra e da Irlanda, com lojas, restaurante e artistas de rua, como um guarda do Palácio de Buckingham, já preparado a rigor e ar de poucos amigos, como convém.

Da Rock Street vê-se o palco principal, ao lado uma mata de sobreiros e oliveiras e pelo meio a relva aparada. Ao fundo o rio Tejo. O terreno forma um anfiteatro e permite até um “slide” em frente do palco. Nas colinas do lado muitos pavilhões, de patrocinadores, de bebidas, de gelados, de comidas, todos com néon, todos coloridos, e a música por todo o lado.

Para os que comprarem bilhete termina em frente do palco o recinto do Rock in Rio. Mas nas traseiras estará um mundo ainda mais frenético, de camiões a carregar e descarregar material, de “estrelas” da música a chegar e a partir.

É um grupo de cinco geradores a fornecer energia só para o palco, é um “lounge” só para artistas, são pavilhões para guardar comida e exigências desses artistas, como toalhas, são camarins, é até uma cozinha só para os que trazem o seu próprio “chef”.

Ingrid Berger, coordenadora da zona, diz que o dia em que atuam os Rolling Stones é o mais complicado em termos logísticos. Mas também que tudo está preparado, dos camarins aos acessos dos artistas ao palco ou à pista coberta que Mick Jagger pediu para poder correr.

Este ano, disse Berger, não é fácil, porque há de tudo, de vegetarianos a alérgicos a cebola ou a vegans.

Mas está tranquila, como parecem estar todos, apesar da azáfama. Afinal começa-se a trabalhar num festival Rock in Rio dois anos antes dele acontecer.

@Lusa

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