Em vésperas de eleições europeias e numa noite em que as atenções de centram no futebol, Samuel Úria só reserva prognósticos sobre o seu concerto: "Tenho vontade de celebrar o disco, mas também não sei bem se fecho um ciclo e parto para músicas novas".

O álbum "O grande medo do pequeno mundo" valeu-lhe "um ano muito gratificante, porque foi bem recebido pelo público e pela crítica e mereceu alguns prémios", e isso só lhe acrescenta responsabilidade em palco, disse.

No pequeno auditório do CCB, Samuel Úria contará com um leque de músicos diferente de outros concertos, que originará diferença na interpretação das canções, que diz serem "permeáveis a mutações".

Do alinhamento não faltarão, por exemplo "Espalha brasas" e "Lenço enxuto", tema que lhe valeu um prémio de melhor canção pela Sociedade Portuguesa de Autores, e um equilíbrio entre o rock mais explosivo e a interpretação intimista: "Gosto desses contrastes".

Em palco, Samuel Úria contará com Tiago Ramos (bateria), Miguel Sousa (guitarras e teclados), Filipe Sousa (baixo) e Ben Monteiro (guitarra) e um pequeno grupo coral.

Com influência do blues-rock, Samuel Úria gravou em "O grande medo do pequeno mundo" canções que falam sobre a condição de sermos humanos, num tom irónico, mas não pessimista.

"São temas moderadamente generalistas que podem depois ser apropriados da maneira que cada um quiser, mas eu não estou interessado em que saibam a minha verdade, mas que entendam que estou a ser verdadeiro", afirmou.

No álbum participaram nomes como António Zambujo, Manel Cruz, Armando Teixeira, Miguel Araújo, Márcia Santos, João Só, Joaquim Albergaria e Filipe Cunha Monteiro.

@Lusa

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