"A edição de 2016 vai acontecer nos dias 26, 27 e 28 de agosto, uma alteração de datas que nós entendemos fundamental para o seu sucesso e vai acontecer numa parceira entre a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros e um consórcio de três entidades distantes", afirmou o socialista Miguel Alves.

O autarca falava em conferência de imprensa para anunciar que o regresso de Vilar de Mouros em 2016 vai ser assegurado pela Dot Global, "uma empresa que está ligada a grandes festivais de música em Portugal, nomeadamente ao Rock in Rio", pela Metrónomo, e pela promotora Música no Coração, de Luís Montez. "É ele quem tem estado a conversar com a Câmara Municipal para encontrar todas as soluções inerentes à contratação de bandas e artistas", explicou.

Miguel Alves anunciou que este ano o festival não se vai realizar por "impreparação e incapacidade" da organização a cargo da Associação dos Amigos dos Autistas (AMA).

A organização do festival, segundo protocolo assinado pouco antes das eleições autárquicas de 2013 pelo executivo social-democrata anterior, está a cargo da AMA, que, em conjunto com a Câmara de Caminha e com a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros - proprietária dos terrenos -, deveria assumir essa função até 2017.

O autarca adiantou "ter chegado a acordo" com aquela associação para "a rescisão por mútuo" do protocolo assinado em agosto de 2013 e afirmou não equacionar "qualquer contenda jurídica", o que "marcaria as edições do futuro".

"Chega de trapalhadas, de fazer as coisas em cima do joelho e de brincar aos festivais", sustentou, afirmando que com o novo formato vai começar "uma nova era" com os "melhores profissionais que temos em Portugal" para "honrar o passado, e sobretudo para engrandecer o seu futuro".

Contactado pela Lusa, o presidente da AMA, Marco Reis remeteu para segunda-feira uma tomada de posição sobre o assunto. "Aconteceu muita coisa neste último ano e meio e nem tudo o que se diz é verdade. Vou aguardar para conhecer todas as posições sobre este assunto para me pronunciar", frisou.

No final da edição de 2014, que marcou o relançamento do evento após um interregno de oito anos, Marco Reis anunciou o regresso em 2015, entre 30 de julho e 1 agosto com um cartaz para "arrastar massas", até à mítica aldeia daquele concelho do distrito de Viana do Castelo.

Aos jornalistas, Miguel Alves adiantou ter comunicado à AMA que "não haveria condições para realizar a edição 2015", e que, "o modelo de organização deveria ser radicalmente alterado, ou seja, a AMA devia ficar de fora da próxima comissão organizadora".

"Dei tempo ao tempo. Tive toda a paciência do mundo. Respeitei os protocolos (?) mas atingiu o limite, e acho que não podemos esticar mais a corda", disse garantindo que "para o município não houve prejuízos" com a edição 2014" que representou para a autarquia um investimento superior a 100 mil, em apoio logístico.

Apesar de admitir "a impreparação e incapacidade" daquela Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) para organizar o festival realçou "o empenhamento" dos seus profissionais "para que as coisas pudessem correr bem". "Agora trabalhamos com os profissionais, com os melhores, e temos tempo para preparar um festival. Estamos a tempo de tudo. De encontrar as melhores marcas, os melhores patrocínios, as melhores bandas e de situar Vilar de Mouros no lugar que merece que é no topo dos festivais de verão", frisou.

@Lusa

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