"Ala de Criados" tem como pano de fundo a "Semana Trágica de 1919", que vitimou cerca de 700 trabalhadores que se manifestavam por melhores condições na capital da Argentina, Buenos Aires.

Enquanto em Buenos Aires o conflito ganha escala, a peça do dramaturgo argentino Mauricio Kartun decorre na cidade costeira de Mar del Plata, num clube de tiro, para onde foram mandados três primos - "uma mulher, um homossexual e um sujeito que é meio burro" - pelo seu avô aristocrata, por este considerar que eles não serviam para nada.

Lá, "encontram um sujeito, que é um faz tudo, que ensina as pessoas a atirar, a dançar tango ou que fornece cocaína", conta à agência Lusa o encenador da peça, Marco Antonio Rodrigues, referindo que, com essa personagem, os três primos vão viver "algumas aventuras", onde a luta de classes está sempre presente.

"O centro da peça é a luta de classes", vinca o encenador, referindo que os ecos da greve em Buenos Aires chegam também a Mar del Plata.

Para Marco Antonio Rodrigues, a peça acaba por se assumir como uma tragicomédia, numa narrativa clássica à imagem do "Jardim das Cerejeiras", última peça de Anton Tchekhov, em que o personagem que faz de tudo em "Ala dos Criados" faz lembrar o comerciante Lopakhin do texto do dramaturgo russo.

A nova produção da companhia de Coimbra estreou-se no Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), no Porto, estando agora em exibição na Oficina Municipal do Teatro até 9 de junho, de quarta-feira a sábado, às 21:30, e aos domingos, às 19:00.

Os bilhetes têm um preço entre quatro e dez euros.

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