O ator pornográfico Ron Jeremy foi acusado de abusar sexualmente de uma adolescente de 15 anos e outra dezena de mulheres adultas, informou esta segunda-feira (31) o Ministério Público de Los Angeles.

A polémica estrela da indústria pornográfica, que apareceu em mais de 1.700 filmes, já tinha sido acusado em junho de violar três mulheres e abusar de outras quatro.

Nessa altura, a prisão e aparição em tribunal geraram uma enxurrada de novas acusações contra o ator de 67 anos.

Jeremy foi transferido da prisão do condado para o tribunal para outra audiência esta segunda-feira, e se declarará inocente das novas acusações, disse o seu advogado à AFP.

As novas acusações datam de 2004, quando Jeremy alegadamente abusou sexualmente de uma adolescente não identificada numa festa em Santa Clarita, nos arredores de Los Angeles.

As alegadas vítimas têm entre 15 e 54 anos, e entre as mais recentes está uma alegada agressão sexual fora de uma empresa em Hollywood no dia de Ano Novo este ano.

As últimas acusações incluem cinco acusações de violação, três acusações de sexo oral forçado, seis acusações de violência sexual restritiva e uma de conduta obscena com uma adolescente.

Se condenado, o réu - que agora enfrenta um total de 28 acusações de violência sexual - pode passar o resto da sua vida na prisão.

Jeremy, cujo nome verdadeiro é Ronald Jeremy Hyatt, apareceu em filmes adultos famosos como "Garganta Profunda II" e "John Wayne Bobbitt Uncut".

Com o seu característico bigode, era uma das estrelas mais reconhecidas da indústria pornográfica, embora nos últimos anos tenha sido banido por causa de acusações de abusos.

Depois que as as primeiras acusações foram feitas em junho, o seu advogado, Stuart Goldfarb, negou todas e insistiu que o seu cliente "não era um violador".

"Ao longo dos anos, Ron, por causa de quem ele é, foi praticamente amante de mais de quatro mil mulheres. E alegar que ele é um violador é mais além ... quero dizer, as mulheres atiram-se a ele", garantiu

Jeremy é a mais recente figura de destaque na indústria pornográfica a ser investigada por abuso sexual em Los Angeles desde o início do movimento #MeToo em 2017.

No início deste ano, os procuradores de Los Angeles apresentaram acusações contra o magnata de Hollywood Harvey Weinstein, já condenado em Nova Iorque.

A procuradoria investiga cerca de 20 homens da indústria pornográfica, numa força-tarefa especializada que foi criada a partir do #MeToo.

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