Com músicos ligados a uma série de projetos diferentes e com carreiras a solo, “Back on Track” (em português algo como ‘de volta ao trilho’) foi “uma espécie de chamamento às armas da tropa toda”, e daí o nome escolhido.

“Nós realmente temos muitos projetos paralelos, e então, depois de acabarmos o segundo álbum – ‘Soul, Sweat & Cut the Crap’ (2016) – andámos por aí a fazer concertos e a fazer tournées, e caímos numa espécie de rotina de automatismo, e ‘Back on Track’ é esse chamamento para voltarmos a focar nesta coisa que é uma espécie de casa-mãe da nossa musicalidade, para onde nós trazemos depois todas as outras influências que vamos tendo e com que vamos contactando fora daqui”, partilhou o saxofonista João Cabrita, em declarações à agência Lusa.

Além de João Cabrita (que toca com The Legendary Tigerman), integram os Cais Sodré Funk Connection Silk e Tamin, nas vozes, Francisco Rebelo (Orelha Negra e Fogo Fogo), no baixo, Rui Alves, na bateria, José Raminhos e Miguel Marques, nos sopros, João Gomes (Orelha Negra e Fogo Fogo), nos teclados, e David Pessoa (Fogo Fogo), na guitarra.

Em relação aos dois álbuns anteriores, em “Back on Track” a “única mudança mais percetível” é ter “canções mais maduras”.

“Todos nós fomos crescendo como compositores e fomos incorporando influências externas, da nossa vida, da nossa música e de tudo o que fazemos, basicamente é essa a grande diferença: as canções são mais consistentes do que nos discos para trás”, afirmou João Cabrita.

Já no que diz respeito a mudanças que não são tão percetíveis, o saxofonista referiu que o processo de criação do álbum “acabou por ser um bocadinho mais consistente”.

“Normalmente temos muito bons inícios de composição, mas temos poucos finalizadores, então eu assumi o papel de finalizador de canções e, tirando uma ou duas exceções, acabei por terminar as canções que estavam a meio de quase toda a gente”, recordou João Cabrita.

Já depois de finalizadas as letras e as composições, na parte dos arranjos, os elementos da banda juntam-se e tocam, muitas vezes na sala de ensaios, até acharem “que a coisa está a soar bem”.

“Ainda antes de gravarmos o disco em estúdio, incluímos discretamente os temas novos no alinhamento dos concertos e vamos testando. Depois aí torna-se bastante mais rápido o processo de gravação, porque fazemos a coisa ao vivo e tocamos todos ao mesmo tempo”, relatou.

“Back on Track” é apresentado ao vivo no mesmo dia em que é editado, sexta-feira, na Casa Independente, em Lisboa, e o público pode esperar “dançar e dançar muito”.

“Até nos ensaios, às vezes chegamos meio estremunhados às 10 da manhã para começar a trabalhar e ao fim de três ou quatro acordes já estamos todos aos saltos, o nosso entusiamo e o nosso amor por este género musical é muito grande e fazemos uma festa sempre que estamos a tocar. Juntamo-nos com alguma dificuldade, então ficamos mesmo felizes de estarmos juntos e de celebrar a alegria que é o funk e o soul e a música de dança em geral”, referiu João Cabrita.

Os Cais Sodré Funk Connection surgiram há dez anos, “a convite do Musicbox para fazer um DJ set, mas com banda, de funk e soul dos anos 1960, e essa é mais ou menos a matriz que se mantém na banda”.

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