Harold Angulo, mais conhecido como Junior Jein, tinha 37 anos e era um cantor e ativista que, em 2020, havia gravado a canção "Quién los mató" ao lado de outros artistas, em homenagem aos jovens mortos nos massacres que eclodiram na Colômbia após o acordo de paz de 2016. Paradoxalmente, no vídeo desse tema, Junior Jein aparecia num caixão no meio de uma plantação de cana de açúcar.

Por volta da meia-noite do passado domingo, dois homens, que já estão sob custódia das autoridades, atiraram contra o cantor na discoteca em que ele estava com outras pessoas. "Embora ele tenha sido transferido para uma clínica, morreu em consequência dos ferimentos", disse a polícia. Uma mulher foi ferida na perna durante o ataque.

As autoridades detiveram os dois supostos agressores com um fuzil e uma pistola 9 mm. Um deles pertencia às extintas Farc, guerrilha que abandonou as armas em 2016, informou o comandante da polícia de Cali, Juan Carlos León. O oficial disse aos repórteres que não sabe se Jein recebeu ameaças e que os motivos do assassinato são "uma questão de investigação".

A morte do músico prejudica ainda mais a situação da segurança em Cali, foco dos sangrentos protestos que eclodiram em 28 de abril em rejeição ao governo do presidente Iván Duque. Jovens pobres e de classe média saíram às ruas quando o governo queria aumentar os impostos durante a pandemia.

Embora o presidente tenha retirado a proposta, a repressão desencadeou um movimento de protesto sem precedentes, que já deixa 61 mortos. Só em Cali, houve 18 mortes na primeira semana de manifestações.

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