Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, a produtora MOT, do grupo Braver, refere que o adiamento se deve à decisão de o Governo de proibir a "realização de festivais e espetáculos de natureza análoga" até 30 de setembro de 2020, e que essa resolução governamental "veio, de certa maneira, tranquilizar o setor e conferir legitimidade aos promotores para tomarem as suas decisões".

No comunicado, a MOT garante que o concerto do tenor italiano em 2021 "irá manter a estrutura" prevista para 04 de julho, que compreende uma orquestra de 70 músicos e um coro com 60 vozes e dois momentos distintos: "um início clássico ao som das mais eruditas árias de ópera eternizadas na sua voz, e uma segunda parte dedicada aos temas mais célebres da sua carreira".

Inalterável permanece, igualmente, o local do evento (o estádio Cidade de Coimbra) e a participação da cantora Mariza, "reconhecida embaixadora da música portuguesa", assinala a produtora.

A organização esclarece ainda que os bilhetes para a nova data se encontram "à venda no 'site' concertocoimbra.pt e nos locais habituais, sem qualquer alteração nos seus valores ou setores disponíveis", e que quem já adquiriu o ingresso, "o mesmo será válido para o espetáculo de 2021", sem que seja necessário proceder a qualquer alteração.

Citado no comunicado, o presidente da autarquia de Coimbra, Manuel Machado, manifesta a "certeza" de que o concerto de Andrea Bocelli "será um distinto espetáculo cultural, que evidencia que a cidade possui condições de excelência para a organização e acolhimento de grandes eventos".

O momento, adianta Manuel Machado, será ainda "marcante para o processo de candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura, em 2027".

No texto, a produtora MOT recorda a filantropia promovida pelo tenor italiano através da Fundação Andrea Bocelli, assumindo "a missão de capacitar pessoas e comunidades em situações de pobreza, analfabetismo, angústia por doença e exclusão social", e garantindo a promoção e apoio "a projetos de abrangência nacional e internacional, capazes de promover a superação dessas barreiras e a expressão de todo o seu potencial".

Nesse sentido, os promotores do concerto de Coimbra irão doar "um euro por cada bilhete vendido" para aquelas causas sociais.

"A fundação tem, inclusive, disponibilizado parte dos seus recursos para ajudar no combate à covid-19, e o tenor foi figura recorrente em várias das iniciativas globais de sensibilização e apoio durante o período de confinamento", acrescenta a MOT.

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