“Roubei-te um Beijo” foi o tema já divulgado pelo intérprete, um dueto com António Zambujo, também natural de Beja.

Buba Espinho é “a alcunha” pela qual é tratado pelo pai desde os dois anos, no meio familiar, pelos amigos e até pelos antigos professores, sendo assim também conhecido na noite fadista lisboeta desde que começou a cantar, disse à agência Lusa Bernardo Espinho, o seu nome de registo há 24 anos.

O músico salientou à Lusa as suas “origens alentejanas” e a “ligação com toda a música tradicional, nomeadamente por influência familiar”.

“Sempre fui apaixonado pela música tradicional, pela qual tenho um respeito enorme”, disse o intérprete que, artisticamente, começou num grupo coral juvenil de cante alentejano.

"O cante alentejano influenciou em 80% a minha forma de cantar”, garantiu.

Aos 18 anos, Buba Espinho fez parte do grupo Adiafa, com o qual “fez muita estrada” e participou também no projeto de cante alentejano, com arranjos musicais contemporâneos, intitulado Há Lobos Sem Ser na Serra, com qual atuou além-fronteiras.

Em 2016, venceu a Grande Noite do Fado de Lisboa, que foi a rampa para atuações em diversas casas de fado, designadamente no bairro lisboeta de Alfama e em espetáculos onde se apresenta a solo.

Sobre o álbum, coproduzido por si, Bruno Chaveiro e Eduardo Espinho, a sair em março, o intérprete afirmou que é o seu “bilhete de identidade”, aquilo que “artisticamente o revela neste momento”.

“É o meu próprio disco, em que fica bem marcada a minha identidade”, sublinhou.

“No CD tentei fazer uma tríade, por assim dizer, incluí canções tradicionais alentejanas, fados tradicionais, como o ‘Zé Negro’, e canções minhas, inéditas”, disse à Lusa.

Além de incluir um poema de sua autoria, Buba Espinho gravou poemas de Paulo Abreu Lima, João Monge, um do seu pai, Luís Espinho, e outro do irmão, Eduardo, que também o acompanha à guitarra elétrica e à viola, além de Armando Torrão, autor de “Roubei-te um Beijo”.

O álbum inclui um outro dueto, com Raquel Tavares, fadista que anunciou recentemente o fim da sua carreira, e um tema interpretado a três vozes, entre Buba Espinho, Tiago Nacarato e Faro.

Os músicos com quem gravou foram Bruno Chaveiro, à guitarra portuguesa, e André Dias, também à guitarra portuguesa num só tema, e ainda Flávio Cardoso, na viola, Pitty e André Moreira, no baixo, e Ruben Alves, ao piano.

A noite de quinta-feira vai contar ainda com a participação de Eduardo Espinho, Tiago Nacarato, Faro, Diogo Brito e António Zambujo.

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