Nascido em Maputo, em 1994, Mélio João Tinga foi o vencedor da 4.ª edição deste prémio literário da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), pela “criatividade com que o autor aborda um assunto do quotidiano” e pela “qualidade e inovação estética da obra, numa narrativa coesa e coerente, na qual a forma se sobrepõe ao conteúdo”, justificou o júri na atribuição do galardão.

“Destaca-se nesta obra, a qualidade literária de uma escrita permeada por notáveis registos poéticos. ‘Marizza’ ajuda-nos a refletir sobre o lugar da literatura e da cultura nos tempos modernos”, acrescentou, citado num comunicado divulgado pela INMC.

O júri, presidido pelo poeta e editor moçambicano Mbate Pedro e constituído por Sara Jona Laisse e Paula Mendes decidiu ainda atribuir uma menção honrosa ao texto “Eva”, de Léo Cote, o que justificou com a “atualidade temática e o modo como o autor aborda o universo feminino numa sociedade patriarcal e num contexto de profundas desigualdades sociais”.

Os dois vencedores foram escolhidos de entre um total de 42 textos que concorreram a esta edição do prémio.

O prémio foi criado em 2017 pela INCM, no âmbito da sua missão de promoção e preservação da língua portuguesa, considerando a relevância de Eugénio Lisboa, enquanto cidadão e homem de cultura nascido em Moçambique, mas também como seu autor.

O objetivo deste prémio é selecionar “trabalhos inéditos de grande qualidade no domínio da prosa literária”, contemplando, para além do prémio pecuniário, a publicação das obras distinguidas em cada edição, “incentivando desta forma a criação literária moçambicana”.

Mélio Tinga nasceu, vive e trabalha em Maputo, como ‘designer’ de comunicação, escritor e empreendedor.

É cofundador da empresa DESIGN Talk, editor da Revista DESAINE, organizador da Conferência Internacional Connects, colunista permanente na plataforma brasileira Design Culture, embaixador da Southern Africa Startup Awards (SASA) e fundador da agência criativa BROKEN.

Mélio Tinga é também diretor de arte e colaborador permanente da revista Literatas e é, desde 2013, membro do Movimento Literário Kuphaluxa, uma agremiação artística literária, sem fins lucrativos, que tem como objetivo a divulgação da literatura Moçambicana, e lusófona, dentro e fora do país.

O autor moçambicano já tinha sido finalista do prémio literário 10 de novembro 2019, com o livro inédito “Outro Dia a Nuvem Evapora”.

Entre os seus textos e contos já publicados, destacam-se “A Engenharia da Morte”, “Contos e crónicas para ler em casa – Volume I e II, “O Voo dos Fantasmas” e “O Hambúrguer que Matou Jorge – Antologia de Contos Criminais Moçambicanos”.

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