A fadista Liana estreia-se em março em palcos árabes, realizando um digressão com o seu mais recente álbum, “Embalo”, pelo Bahrain, Emirados Árabes Unidos e Líbano.

“É uma aventura, sobre a qual estou na expectativa”, disse à Lusa Liana, que referiu similaridades entre a música tradicional árabe com o fado.

“Apesar de usar escalas completamente diferentes, é uma música igualmente com sons bastante melancólicos”, disse a fadista que recordou a experiência tida há uns anos com a cantora palestiniana Reem Kelani, nascida em Manchester, no Reino Unido.

“Os árabes estiveram em Portugal durante 600 anos e terão deixado cá muita coisa, e estou confiante numa boa perceção do fado que cumpre um desígnio de quebrar todas as barreiras”, disse a fadista à Lusa.

No alinhamento, além dos temas de “Embalo” e outros do seu repertório, Liana irá interpretar uma canção em árabe.

Liana abre a digressão no dia 4 de março, no Centro de Arte La Fontaine, em Manamá, no Bahrain, onde volta a atuar no dia seguinte.

No dia 06, a intérprete de “Sombra” sobe ao palco do Music Hall, na cidade do Dubai, no norte dos Emirados Árabes Unidos, e encerra a digressão no Music Hall, em Beirute, no dia 07.

Nestes quatro espetáculos Liana é acompanhada pelos músicos António Dias, na guitarra portuguesa, António Neto, na guitarra clássica, e Jorge Carreiro, na viola baixo.

No dia 19 de março, a fadista sobe ao palco do Olga Cadaval, em Sintra.

”Embalo” foi editado em 2014, e na ocasião, em entrevista à Lusa, Liana afirmou que é o álbum que a define “como fadista e até como pessoa”.

“Este disco é uma definição de carreira e até pessoal. Não tinha um álbum que me definisse enquanto cantora, um registo do que efetivamente sou, daquilo que gosto, não tinha nada que me identificasse como cantora a solo, apesar de gostar muito dos trabalhos que fiz com o Stockholm Lisboa Project, mas [no qual] não sou eu inteiramente”, disse.

“Independentemente da aceitação do álbum, do seu caminho, precisava, por mim, deste registo. Não há aqui ambição desmedida, não há tentativa de provar nada, é simplesmente o que gosto de cantar, da forma como o faço e como me entrego, apesar de ser em estúdio”, acrescentou, já que prefere cantar em espaços com público.

O álbum é constituído por 13 temas, em “ambiente de fado tradicional”, e uma faixa extra, “Fado da despedida (Lisboa foi meu fado)”, que interpretou no musical “Fado, História de um Povo”, de Filipe La Feria.

Liana cantou pela primeira vez no dia 19 de março de 1989, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Desde então, participou em vários concursos, tendo ganhado quase todos em que participou - 12 em 13 -, nomeadamente, por duas vezes, a Grande Noite do Fado de Lisboa, em 1994 e 1996, respetivamente nas categorias juvenil e sénior.

Em 2000, venceu o Festival RTP da Canção, foi convidada do Stockholm Lisboa Project, um ensemble luso-sueco de “world music”, e participou em musicais de Filipe La Feria.

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