“Ao longo de três dias, a segunda edição do festival trouxe à cidade de Amadeo de Souza-Cardoso e Teixeira de Pascoaes mais de 60 mil pessoas”, revelou a organização, em comunicado.

A edição do próximo ano foi igualmente confirmada, com a terceira instância do evento a acontecer a 20, 21 e 22 de julho de 2018.

A segunda edição em Amarante do festival que nasceu no Brasil em 2004 contou, ao todo, com 52 atividades, espalhadas pela cidade ao longo de três dias, entre música, cinema, um programa educativo, poesia e um fórum de ideias.

Nas atuações musicais, que atraíram a maior parte dos visitantes, destaque para os concertos do ‘ícone’ de jazz Herbie Hancock, da banda Nação Zumbi, dos portugueses Três Tristes Tigres e Manel Cruz, da cabo-verdiana Mayra Andrade, e dos brasileiros Jards Macalé ou Rodrigo Amarante, entre outros.

Citada em comunicado, a diretora do festival, que chegou a Portugal ao final de 13 anos em várias cidades brasileiras, explica que Amarante “recebeu o Mimo de braços abertos”, e a segunda edição foi “uma grande aposta” que resultou num impacto económico “na cidade e no turismo da região norte” que foi “visível”.

Lu Araújo realçou ainda o reforço das políticas de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e da retribuição à cidade “reforçando a programação artística”, enquanto o presidente da Câmara de Amarante, José Luís Gaspar, fez um balanço “em duas palavras: estrondoso sucesso”.

“O festival voltou a superar as melhores expetativas. Trata-se, efetivamente, da confirmação da história de amor entre o Mimo e Amarante”, apontou José Luís Gaspar.

O Mimo nasceu em Olinda, no Brasil, em 2004, cinco anos depois, em 2009, estendeu-se a outras cidades do país e, no ano passado, teve a primeira edição portuguesa, em Amarante.

É uma iniciativa que "conta histórias", como explicou à agência Lusa Lu Araújo, antes do início do certame.

Enquanto "conceito", o festival "reinventa-se perante a cultura portuguesa", o que faz com as pessoas "vejam Amarante com outros olhos", explicou a diretora.

No Brasil, o Mimo também se diferencia, principalmente num momento económico e político como o que atravessa: "Faz a diferença num país como o Brasil neste momento; é um oásis e os patrocinadores entendem que isso é preciso", disse a organizadora.

Essa diferenciação faz-se pela programação, sempre de acesso gratuito, tal como em Amarante, onde "cada ano é sempre um desafio" para "mostrar que fazer as coisas de graça não significa fazer as coisas com menos nível".

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