Com um cartaz de atuações musicais que inclui dezenas de artistas nacionais e internacionais, do britânico Four Tet ao australiano Oren Ambarchi, passando pela sueca Johanna Knuttsson e pela israelita Maayan Nidam, o Waking Life vai ter como abertura a atuação do projeto Circle of Live, de Sebastian Mullaert.

Na rede social Facebook, a organização do festival deixava, no final de julho, um apelo para que apenas se deslocassem até ao Crato portadores de bilhetes para o evento, uma vez que não vão ser vendidas entradas na porta. Como os bilhetes são transmissíveis – e, assim, passíveis de ser revendidos – os organizadores alertavam, porém, para o risco de fraudes na aquisição de entradas fora da plataforma oficial.

Para além da longa lista de participantes musicais, o Waking Life vai receber também vários debates sobre temas da atualidade: desde o jornalismo (com a professora da Universidade Nova de Lisboa Carla Baptista, a editora da plataforma Buala Marta Lança e o editor de Internacional do Expresso, Rui Cardoso) aos refugiados que chegam à Europa (com a investigadora Dora Rebelo, a intérprete síria Ghalia Taki e o jovem acusado de auxílio à imigração ilegal por ajudar refugiados, Miguel Duarte), e a discussões sobre sustentabilidade, ativismo, e arte e resistência, entre outros temas.

O Waking Life apela à responsabilidade ambiental dos participantes, para que poupem água, respeitem a natureza, evitem os recipientes de vidro, os 'confettis' e os brilhantes, e para que, durante os dias do festival, “se desliguem do mundo digital para se poderem verdadeiramente conectar com a natureza”.

“A ideia que está na base do Waking Life é facilitar a criação de um espaço onde a música, criatividade e a cocriação se aliam e onde humanos e não-humanos de toda a parte são livres de se (des)ligar”, pode ler-se na página do evento que se prolonga até segunda-feira.

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