“Esta nova edição de 'Uma Família Inglesa 2020' constitui o nosso regresso ao contacto com o público. Mesmo no presente contexto [de pandemia da COVID-19], conseguimos garantir que a família voltasse a reunir-se. Aproveitámos para fazer uma reunião da família nuclear, reforçada na cidade pela feliz parceria com o TNSJ [Teatro Nacional São João], que se torna nosso coprodutor”, lê-se no dossiê da programação da Mala Voadora, disponível no seu sítio oficial na Internet, escreve a companhia.

O espetáculo “Everything not saved will be lost”, com texto do dramaturgo escocês Kieran Hurley para a Mala Voadora, tem estreia marcada para a próxima sexta-feira, dia 25 de setembro, pelas 19:00, na sede da Mala Voadora, na Rua do Almada.

A peça abre o novo ciclo de programação que adota o nome "Uma Família Inglesa", como um lema, e aborda o “abandono do planeta Terra pela espécie humana”. O espetáculo é retomado nos dias seguintes, 26 e 27 de setembro, às 21:00.

Nesta edição de “Uma Família Inglesa”, além do espetáculo “Everything not saved will be lost”, está também prevista a estreia de “OFF”, no dia 2 de outubro, às 21:00, no Teatro Carlos Alberto, repetindo nos dias 3 de outubro, às 19:00, e no dia 4 de outubro, às 16:00.

“Off” nasce a partir do texto "Dying", que o dramaturgo Chris Thorpe escreveu para a Mala Voadora, e onde se vai contar uma história de ficção científica sobre o fim de uma mulher.

O “Festival”, uma criação artística em que a Mala Voadora inventa uma empresa que inventa vidas depois da morte, inspirando-se em "Sum", do neurocientista David Eagleman, e a “Turma de 95”, da autoria de Raquel Castro, em que se tenta descobrir que destino tiveram os colegas que aparecem numa antiga fotografia de turma, e que é um remake autobiográfico de um espetáculo de Alexander Kelly/Third Angel, são os outros dois espetáculos incluídos nesta edição de “Uma Família Inglesa 2020”.

O regresso da Companhia Mala Voadora com a nova edição de “Uma Família Inglesa” tem ainda prevista a exposição “Odd Sise Baggage”, onde o artista António MV expõe pinturas apagadas, e que vai estar patente de 25 de setembro a 4 de outubro na sede da companhia Mala Voadora, localizada na Rua do Almada.

“Em 2017, a Mala Voadora previu dedicar o ano de 2020 a 'fins' – o modo como as histórias terminam, a morte, o fim das civilizações, o fim do mundo. Preferíamos que ele tivesse menos conexões com o presente, mas é este o tema que está a orientar a nossa atividade como artistas e programadores de 'Uma Família Inglesa'”, lê-se no comunicado de imprensa.

A Mala Voadora é uma companhia de teatro fundada por Jorge Andrade e José Capela, que apresentou o seu primeiro espetáculo em 2003 e que é financiada pela Direcção-Geral das Artes, do Ministério da Cultura, associada d'O Espaço do Tempo.

Além de Portugal, a companhia de teatro do Porto já apresentou espetáculos na Alemanha, Bélgica, Bósnia Herzegovina, Brasil, Cabo Verde, Escócia, Eslovénia, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Grécia, Inglaterra, Itália, Líbano, Luxemburgo, Polónia e República Checa.

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