Fernando Grade nasceu em 1955, em Faro, e o seu corpo vai ser velado na terça-feira, na igreja de São Luís, em Faro, de onde o funeral sairá às 13:00, a pé, para cemitério da Esperança, na cidade algarvia, adiantou a mesma fonte.

Formado em Biologia, Fernando Grade acabou por se distinguir como artista plástico, mas esteve também ligado à defesa do património edificado e natural do Algarve, sendo um “sócio e colaborador ativo” da Almargem, como enalteceu esta associação algarvia de defesa do património, num comunicado assinado pela sua direção.

“Homem da cultura e de causas, apaixonado pelo património e pela natureza da sua região, que tantas vezes pintou na tela, Fernando Grade empenhou-se ao longo das últimas décadas em várias atividades ligadas à defesa do património cultural e do ambiental, mas também na promoção da cidadania, muitas das quais ao lado da Almargem, destacando-se pela forma mordaz como criticava os desmandos urbanísticos que vem descaracterizando a região”, destacou a associação algarvia.

A Almargem lembrou ainda que Fernando Grade foi um “defensor acérrimo da identidade cultural da região” do Algarve e se “notabilizou nos últimos anos pela luta da preservação do património arquitetónico, através da participação em ações de contestação à destruição de vários edifícios na sua cidade, de Faro, mas também em Olhão”.

Esta foi uma das razões na base da atribuição da Medalha de Mérito Grau Ouro que a Câmara de Faro lhe outorgou em 2018, justificando a sua distinção com a “abnegação com que, durante décadas, este biólogo de formação, artista plástico e ativista pelas causas do património e do ambiente, entre outras, lutou para fazer valer as suas conceções”.

“Apesar de fragilizado fisicamente, nos últimos meses Fernando Grade viria a manter a sua atividade cívica até aos seus últimos dias, ‘por um Algarve mais genuíno’, como ele gostava de dizer. Até ontem... dia 8 de setembro, quando faleceu ao início da tarde, vítima de doença oncológica”, frisou ainda a Almargem.

A associação considerou que “o desaparecimento prematuro” de Fernando Grande é uma “perda irreparável” para o Algarve, e endereçou “as mais sentidas e sinceras condolências” à família e aos amigos do artista algarvio.

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