"Lamentamos informar sobre a morte de Hal Singer, ocorrida a 18 de agosto de 2020, aos 100 anos. Enfraquecido nos últimos anos, Singer morreu ao lado da mulher e da sua família", diz o comunicado, sem detalhar a causa da morte.

Em 70 anos de carreira, o saxofonista, nascido a 8 de outubro de 1919, em Tusla, Estados Unidos, gravou cerca de uma centena de álbuns, inicialmente no seu país natal e depois em França, onde se instalou em 1965, segundo a biografia publicada no seu site.

Em 1942, no famoso clube 52nd Street de Nova Iorque, o músico trabalhou com Don Byas, Roy Eldrige, Red Allen e Billie Holiday, após se estrear em orquestras negras do sudoeste norte-americano. As suas digressões internacionais o levaram à América Latina, África e Ásia, após passar por salas de concertos nos Estados Unidos, na companhia dos maiores, como Ray Charles.

"Foi uma testemunha extraordinária da sua época, entrou para a História. Nasceu nos Estados Unidos muito marcados pela segregação racial, da qual foi vítima, mas soube superar esta situação", contou à AFP o presidente da Câmara de Chatou, Eric Dumoulin. "Foi um homem extraordinariamente positivo, além das suas qualidades musicais excepcionais. Guardarei dele essa alegria de viver, esse otimismo", frisou.

Casado com uma francesa, Singer decidiu instalar-se em 2002 em Chatou. Foi nomeado Comandante das Artes e Letras em 1999.

O funeral está marcado para a manhã do próximo sábado, na presença apenas da família de Singer, informou a autarquia local.

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