Kelly Tonaco, da direção artística do Movimento Reverbera, em declarações à agência Lusa, chamou a atenção para as "condições dramáticas" em que estão a viver não só artistas como também o pessoal técnico.

"É toda uma estrutura produtiva que está parada, muitos sem trabalhar e, logo, sem rendimento, há quatro meses", enfatizou.

Tonaco recordou que muitos artistas "não tinham enquadramento institucional", o que dificultou acessos a linhas de apoio, como era o caso, por exemplo, dos músicos de rua.

O movimento apresenta no fim de semana de 8 e 9 de agosto, num palco ambulante em cima de um autocarro, que vai circular por Lisboa, os artistas Cordel, Chalo Correia, Viva o Samba, Camila Masiso e a fadista Teresinha Landeiro.

No sábado, a partir das 16:00, o autocarro parte do Rossio, passa por Santa Apolónia, Beato, Marvila, Olaias, Chelas, Alameda D. Afonso Henriques, Campo Grande, Alvalade, Telheiras, Olivais, Moscavide, e termina no Parque das Nações.

No domingo parte de Algés, às 16:00, e segue por Restelo, Belém, Alcântara, Estrela, Campo de Ourique, Campolide, Amoreiras, Avenida da Liberdade, Praça dos Restauradores, Saldanha, São Bento, Santos, e termina às 18:00 no Cais do Sodré.

Estes percursos podem "ser acompanhados, simultaneamente, através de ‘lives' via redes sociais e na plataforma [do movimento, em www.movimentoreverbera.com], das janelas das casas e por transeuntes", segundo a organização.

O site permite que uma pessoa faça um donativo para o movimento ou diretamente para os artistas envolvidos.

Além de apoiar os artistas, "parte do valor angariado vai ser direcionado também à associação A avó veio trabalhar".

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