O livro revela relatos de oito filhos de dirigentes nazis, que assistiram aos crimes durante a infância e que sobreviveram "assombrados por uma herança que não puderam repudiar". A editora Guerra e Paz escreve que "os fantasmas do passado perseguiram" e condicionaram "o rumo das suas vidas, depois de 1945", quando terminou a II Grande Guerra.

A autora questiona quais as ligações que mantiveram com os seus pais e "como se vive com um nome diabolizado pela história e pela humanidade": "Sentir-se-ão responsáveis pelas atrocidades nazis?", interroga Tania Crasnianski, neta de um oficial da Força Aérea Alemã, no tempo do nazismo, que sempre se recusou a falar sobre esse período.

"Para estes jovens, o fim do III Reich foi um desastre. Inocentes, tiveram de lidar com os crimes perpetrados pelos pais: uns condenaram-nos, outros continuaram a reverenciá-los. Entre os herdeiros do mal, destaca-se a 'princesa do nazismo', Gudrun Himmler, que tudo fez para limpar e reerguer a imagem do seu pai, Heinrich Himmler - braço direito de Hitler - e que se manteve ativa em círculos neonazis até 2018, ano da sua morte".

O livro "Os Filhos dos Nazis" é reeditado agora, depois de esgotadas a primeira edição portuguesa de 2016, ano da publicação original em França.

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