O Governo quer manter o PNL durante a próxima década, no âmbito do relançamento de uma "política pública na área do Livro e da Leitura".

O PNL funcionará "em articulação com a Educação, a Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e um conjunto alargado de parceiros", embora a proposta de OE para 2017 não especifique quais.

Criado em 2006 pelo Governo, para "elevar os níveis de literacia dos portugueses", o Plano Nacional de Leitura tinha uma vigência de dez anos, mas o Ministério da Educação já tinha garantido que era para continuar, sem adiantar em que moldes.

Na primeira década de atividade, o projeto envolveu a realização de estudos, trabalho de promoção do livro e da leitura em todos os agrupamentos de escolas, envolvendo municípios, a Rede de Bibliotecas Escolares, professores, bibliotecários, pais e alunos.

Uma das faces mais visíveis do PNL foi a criação de listas anuais de livros, recomendados para leitura para diferentes níveis letivos e em contexto escolar e familiar.

Em junho, em entrevista à agência Lusa, o comissário do plano, Fernando Pinto do Amaral, disse que o Plano Nacional de Leitura ajudou os portugueses a "terem maior consciência da importância da leitura".

"Hoje em dia vamos à feira do livro e vemos que há um interesse maior. Vemos que, para os pais, é importante ler uma história aos miúdos ao deitar. Foram dados passos importantes", descreveu o comissário, escritor e professor universitário.

No mais recente relatório do plano, sobre a atividade entre 2013 e 2015, disponibilizado à agência Lusa, lê-se que os diferentes programas do PNL, de promoção da leitura em ambiente escolar, tiveram cerca de 540 mil euros de apoio financeiro, envolveram quatro mil escolas da rede escolar pública e beneficiaram cerca de 1,2 milhões de crianças e jovens.

Segundo o comissário, a nova fase do PNL deverá reativar o programa "Adultos a Ler+". O que já se faz junto de crianças e jovens "também tem de ser feito junto dos adultos, porque têm poucos hábitos de leitura", disse em junho passado.

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