"Estamos muito felizes por voltar a pisar os palcos, eram concertos que já estavam marcados desde o ano passado e que foram sofrendo sucessivos adiamentos. Estamos muito contentes de agora os poder fazer, finalmente - ainda com limitações, mas as pessoas estão a aderir muito bem", frisa o compositor, cantor e pianista em entrevista ao SAPO Mag.

"Estamos contentes pelas pessoas estarem a reagir a este regresso dos The Gift aos palcos, estamos contentes por as pessoas perceberem que a Cultura é segura e estamos contentes porque, no fim deste tempo todo, percebemos que as pessoas estão ávidas para nos ver ao vivo e isso é sempre bom para uma banda que nunca nunca se divorciou do público", acrescenta o músico.

"É uma experiência nova para as bandas do campeonato dos The Gift. Nunca nos aconteceu estarmos tanto tempo parados - houve uma altura que, por estarmos a gravar discos, podemos ter estado dois meses sem concertos... e, mesmo assim, lá pelo meio há sempre concertos. Desde início dos The Gift, não me recordo de estarmos tanto tempo parados. É uma pandemia, é uma coisa grave e histórica pelo mau sentido e nunca nos vamos esquecer do que nos está a acontecer", recorda Nuno Gonçalves.

Para o músico, há "uma diferença grande em relação ao ano passado, quando começámos a tocar a partir de junho/ julho". "Apesar de tudo, a queda acentuada do número de infetados era pelo medo, etc. Hoje em dia, sabemos que há uma vacina e o facto dos números estarem a descer é porque há toda uma faixa etária que já está vacinada, já está livre de perigo. Isso permite que as gerações mais novas possam ir a mais coisas sem correr o risco de infetar os pais, os avós, etc", defende.

The Gift estão de volta aos palcos:

Já sobre o concerto desta sexta-feira e dos próximos agendados, o músico adianta que serão centrados nos dois últimos álbuns da banda. "Geralmente fazemos os alinhamentos duas ou três horas antes. Vão estar bem representados os últimos dois discos, quer o 'Altar' (2017), quer 0 'Verão' (2019). São discos que, na minha ótica, ainda estão frescos. E, claro, que uma banda como os The Gift, com tantos sucessos e um grande background de músicas, é natural que a gente faça uma visita ao passado", adianta.

"São concertos onde as pessoas onde as pessoas também querem cantar as músicas connosco, nunca nos podemos esquecer. Acho que vai ser um misto entre lados A, entre singles, e músicas não tão conhecidas", acrescenta.

Sobre a agenda de concertos para o segundo semestre do ano, Nuno Gonçalves frisa que ainda há alguma incerteza. "Não sabemos quais as datas que se vão marcar à séria ou não. Tenho algum receio que o facto de haver autárquicas este ano possa melindrar - geralmente, costumávamos dizer que as autárquicas eram ano onde se tocava muito porque as pessoas queriam fazer festas. Tenho medo que se passe o oposto, que as pessoas não queiram arriscar poder ter pequenos ou grandes surtos devido a concertos. Tenho este receio, mas espero que seja apenas um receio", conta.

"Nestes meses, acho que a agenda se vai preencher. Mas temos sempre uma agenda preenchida na REV, com concertos, com programas e que nos ocupa o espaço e o tempo", lembra o artista. "Com a REV, os fãs dos The Gift podem ter diariamente um contacto direto com a banda", frisa.

"Estamos sempre a trabalhar, sempre a fazer coisas. Os The Gift são uma banda criativa e desde que abrimos a REV abrimos um bocadinho o espectro de ação - com esta história dos 'lives', dos vídeos, da realização... é um mundo novo para nós e estamos a tentar aprender mais. Em termos de música, temos primeiro de resolver esta questão da pandemia. Acho que os The Gift não podem ser uma banda para lançar discos sem tocar exaustivamente esse próprio álbum. Portanto, esperamos que se resolva em breve para irmos para estúdio grava e depois avançar para uma grande digressão, como sempre fazemos", explica Nuno Gonçalves, prometendo novidades até ao final do ano na REV.

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