“É uma peça que fala de amizade e das relações humanas (…). É uma peça que fala de perda, de amor, de relações abusivas, de vícios, de pressão, de solidão”, conta aos jornalistas Tiago Correia, autor do texto e encenador da peça “Estrada de Terra”, no âmbito do ensaio de imprensa que decorreu hoje no Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.

A peça, uma coprodução de A Turma com o Teatro São Luiz, em Lisboa, arranca com Luís, o protagonista, retirado numa casa de campo, em fuga à rotina citadina, quando recebe uma chamada do amigo Marco, com quem tinha cortado relações de amizade há 10 anos.

Marco liga ao amigo para lhe pedir desculpa e para lhe pedir uma reconciliação imediata, mas Luís não está disponível para isso e diz que precisa de estar sozinho.

O que se vê em palco, todavia, é que Luís está acompanhado por uma mulher na casa do campo, Leonor (Inês Curado), que aparece vestida com um fato de banho vermelho, à ombreira da porta, ficando a escutar a conversa telefónica de Luís.

A peça desenrola-se a dois níveis: um sobre o que o Luís fala ao telefone com o amigo Marco e os argumentos que dá para recusar a reconciliação; e o nível do que realmente está a acontecer em palco e que é a relação entre Luís e Leonor, a “figura central da crise entre os dois amigos”, explica Tiago Correia.

Com uma linguagem "violenta e sem filtros", “Estrada de Terra” apresenta a “tragédia de uma geração que se debate pela busca da autenticidade numa sociedade decadente”, lê-se no dossiê de imprensa entregue aos jornalistas.

A peça estreia-se esta sexta-feira, dia 14 de maio, pelas 19h30, no Auditório Municipal de Gaia, e tem nova récita no dia 15 de maio, estando inserida no Festival Internacional de Expressão Ibérica (FITEI).

A “Estrada de Terra” vai depois subir ao palco do Teatro Municipal da Guarda, no dia 5 de novembro de 2021, e vai estar no São Luis - Teatro Municipal, em Lisboa, de 21 de setembro a 02 de outubro de 2022.

O texto e encenação da peça têm a assinatura de Tiago Correia, e a interpretação é de Pedro Lamares, Inês Curado, André Júlio Teixeira e Bianca (criança).

A cenografia ficou a cargo de Ana Godinho e o desenho de figurinos é da responsabilidade de Sara Miro. O desenho de luz é de Pedro Nabais e, o desenho de vídeo, de Francisco Lobo. A música original é de André Júlio Teixeira.

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