Este ano, o Groove muda-se de Cascais para Braga e assume-se como um “sentimento, experiência e atitude”, onde a valorização da natureza, os produtos orgânicos e a música de qualidade são a “tónica” do festival.

Na apresentação do evento, no Porto, um dos promotores, o artista português André Sardet, disse que o objetivo do Groove é levar as pessoas a sentir a música num ambiente acolhedor, confortável e em contacto com a natureza.

“Queremos também levar as pessoas a sentir que há outras formas de expressão artística e outras comidas que não as de `street food´”, disse.

Falando num festival de “nicho e de muito cuidado”, André Sardet realçou que o propósito é que as pessoas “mudem de atitude, ouçam música melhor, comam comida mais saudável, tenham preocupações ambientais e apreciem arte urbana”.

Por isso, o festival vai ter um “Groove Food”, local de restauração, que se caracteriza por um ambiente de tranquilidade, onde o público pode optar por refeições práticas e saudáveis, explicou.

O “Chiil and Groove”, espaço dedicado ao descanso, tranquilidade e conversa entre amigos, e o “Being Groove”, local que convida os participantes a mostrar a sua alegria e diversão, ao mesmo tempo que promovem a divulgação do festival pelas redes sociais, são outros dos complementos do recinto, referiu.

“O Groove já tem dois anos de sucesso, mas sentimos que havia necessidade de o trazer para Norte e achamos que Braga, pela sua proximidade à Área Metropolitana do Porto, era o local indicado”, reforçou Jorge Lopes, outro dos promotores.

O festival, preparado para receber entre quatro a cinco mil pessoas por dia, é um evento que “respira” e que vive de espaços verdes, onde o número de pessoas não é o fator mais importantes, afirmou.

Jorge Lopes contou que, no futuro, a ideia será aumentar o número de dias do festival e a sua qualidade.

Sobre o acolhimento do Groove, o presidente da InvestBraga, Carlos Oliveira, adiantou que a estratégia do Fórum Braga é trazer mais eventos de dimensão ao Norte do país.

“O Groove é um tipo de festival diferente daquele a que estamos habituados no Verão, em Portugal, porque não apela a massas, mas sim a qualidade”, frisou.

Um dos artistas de cartaz, Yann Tiersen, recentemente com dois coliseus esgotados, vai apresentar o novo livro de partituras “Eusa”, pretendendo levar o público numa viagem pela ilha Ushant, na Bretanha, sua terra natal.

Apesar de tocar temas conhecidos do público, o 'core' da atuação vai incidir nos novos temas onde cada peça está relacionada com uma determinada localização da ilha.

Já o duo de Washington, formado por Rob Garza e Eric Hilton, Thievery Corporation, conhecido pela fusão de várias influências e estilos nas suas músicas, tais como o dub, reggae, jazz ou bossa nova, vêm para mostrar os sons exóticos do seu oitavo álbum de estúdio.

Os bilhetes diários estão já à venda por 25 euros e os passes de dois dias por 40 euros.

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