2 de novembro de 2018. É esta a data da estreia da sexta temporada de "House of Cards", que será também a derradeira da produção da Netflix. O serviço de streaming anunciou o regresso esta terça-feira, nas redes sociais, juntamente com um novo cartaz promocional centrado em Robin Wright, que assume o protagonismo depois do despedimento de Kevin Spacey.

A produção dos novos episódios parou em outubro, depois das acusações de assédio sexual contra o protagonista. Pouco depois, a Netflix chegou a acordo para recomeçar as gravações da última temporada de "House of Cards", mas sem o ator que dava corpo a Frank Underwood.

Por outro lado, Diane Lane e Greg Kinnear irão juntar-se ao elenco, do qual fazem parte, entre outros, Michael Kelly, Jayne Atkinson, Patricia Clarkson e Boris McGiver. A sexta temporada da série terá seis episódios, protagonizados pela atriz Robin Wright, que veste a pele de mulher de Frank Underwood, a personagem de Kevin Spacey.

Depois de a produção da série ter sido suspensa, a Netflix e o estúdio Media Rights Capital anunciaram que cortariam relações com Kevin Spacey, tendo ainda a plataforma tornado público o cancelamento do filme sobre o escritor norte-americano Gore Vidal, autor de obras como “Lincoln” ou “Império”, que seria protagonizado pelo ator.

As acusações de assédio sexual

No fim de outubro, o ator Anthony Rapp, que fez carreira em vários musicais da Broadway e participa na série "Star Trek: Discovery", acusou Kevin Spacey de ter feito uma "investida sexual agressiva" contra si depois de uma festa em Nova Iorque em 1986, quando tinha 14 anos e Spacey 26.

Esta primeira denúncia levou Kevin Spacey a assumir a sua homossexualidade e também a garantir que não se recordava do episódio relatado pelo ator apesar de ter dito que, se realmente aconteceu, lhe devia “sinceras desculpas” pelo seu comportamento.

“Honestamente, não me lembro do encontro, deve ter sido há mais de 30 anos, mas se eu me comportei como ele descreve, devo-lhe sinceras desculpas pelo que deve ter sido um comportamento de bêbado, profundamente inadequado, e eu lamento muito pelos sentimentos que descreve ter carregado durante todos estes anos”, escreveu na rede social Twitter.

Depois disso, oito atuais e antigos funcionários de “House of Cards” acusaram Spacey de ter tornado tóxico o ambiente da produção da série, por causa do assédio sexual.

Também no final do ano passado, o teatro Old Vic, em Londres, reuniu testemunhos de 20 pessoas sobre o alegado “comportamento inapropriado” do ator norte-americano, que entre 2004 e 2015 foi diretor artístico daquela estrutura.

Mais nomeações para um programa original de transmissão online

A instituição garantiu que, durante o mandato de Kevin Spacey, “não foram feitas queixas formais ou ocorreram disputas legais, nem foram firmados acordos ou feitos e autorizados pagamentos ao ator”.

Segundo o The Guardian, o The Old Vic considerou 14 das alegações tão sérias que aconselhou os queixosos a levarem o assunto às autoridades policiais.

O teatro não revelou detalhes dos alegados incidentes, exceto para garantir que nenhuma das pessoas ouvidas é menor de idade.

Entretanto, surgiram outras acusações do realizador Tony Montana, do ator americano Harry Dreyfuss e do ator mexicano Roberto Cavazos, precisamente de um ex-funcionário do teatro londrino Old Vic, o que originou o inquérito, bem como de um jovem de 18 anos.

Para além de ter sido demitido da série "House of Cards", as cenas de Kevin Spacey no filme "Todo o Dinheiro do Mundo" foram refilmadas com Christopher Plummer.

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