A 8.ª edição do Family Film Project - Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia, que decorre entre 14 e 19 de outubro, no Porto, destaca o cinema português, com sete produções a concurso.

Segundo a organização do festival, a cargo do Balleteatro do Porto, este ano a produção nacional ocupa um maior destaque com obras de Catarina Mourão, David Doutel e Vasco Sá, Dídio Pestana, Ivo M. Ferreira, João Salaviza, João Vladimiro, Leonor Noivo e Regina Pessoa.

"Este ano, houve esta tendência. Houve mais propostas portuguesas e, portanto, permitiu-nos também fazer uma seleção com mais filmes portugueses. É uma tendência que nós gostaríamos de manter em edições futuras", apontou a diretora do Balleteatro e responsável pela produção do festival, Né Barros, na apresentação do programa da 8.ª edição.

Em causa, acrescenta aquela responsável, não está a qualidade do cinema português, como é demonstrado pelas presenças em festivais internacionais, a questão aqui, sublinha, prende-se com "encontrar filmes que casem com a zona temática que o festival está a trabalhar".

"Este ano houve esta feliz coincidência, mas provavelmente será esta a nossa tendência de criarmos sempre um enfoque especial sobre o cinema português em competição", salientou, revelando que dos 26 filmes que vão estar em competição, sete são portugueses.

Cláudia Varejão é a artista convidada desta edição, estando reservada para a noite de abertura a exibição da sua mais recente longa-metragem, "Ama-San" (foto).

Está ainda programada a apresentação do documentário rodado em 2016 para a assinalar os 40 anos da Companhia Nacional de Bailado - "No Escuro do Cinema Descalço os Sapatos" - na cerimónia da entrega de prémios, bem como uma sessão com uma trilogia de curtas-metragens da realizadora que participa ainda numa conversa sobre a sua obra.

Este ano e pela primeira vez, o Family Film Project estabeleceu um intercâmbio cinematográfico com o (In)appropriation - Festival de Cinema Experimental de Found-footage, o qual resultou numa sessão dedicada ao cinema de arquivo, com uma seleção de dez curtas-metragens.

Além das sessões de cinema, o festival inclui ainda no seu programa um espaço dedicado à performance e à vídeo-instalação, apresentando, à semelhança de outras edições, o ciclo "Private Collection" com propostas performáticas de abordagem ao arquivo, à memória, ao corpo e às imagens.

Na 8.ª edição, destaque ainda para o Cinema Trindade que se junta à lista de espaços que acolhem o Family Film Project, juntamente com o Cinema Passos Manuel, Maus Hábitos e o Coliseu do Porto.

Além das sessões do primeiro dia de festival, o Cinema Trindade recebe, um conjunto de vídeo-instalações concebidas pelo artista convidado Hugo Mesquita a partir de filmes selecionados.

Para os mais novos, o festival propõe uma oficina de cinema de animação. Em "Imagens lá de Casa", pretende-se sensibilizar para as questões em torno da memória e da história da família, convidado os participantes a criar e a refletir sobre as suas fotografias de família.

Divido entre diferentes zonas temáticas, no total, o festival, coloca este ano em competição mais de duas dezenas de filmes, entre curtas e longas-metragens, oriundos de 12 países diferentes, como Estados Unidos da América, Holanda, Israel, Suécia, Croácia, Brasil ou Rússia, entre outros.

Nesta edição, refere Né Barros, o festival mantém a temática "no âmbito do registo criativo das imagens do cinema da intimidade que está sempre numa zona de fronteira entre o real e o ficcionado", atravessando "o arquivo da memória e o lugar antropológico do mundo".

"É uma área temática forte no momento e no mundo em que vivemos onde se produz cada vez imagens", concluiu.

A 8.ª edição do Family Film Project - Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia decorre entre 14 e 19 de outubro, no Porto.

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