Gary Glitter não vai lucrar por causa de "Joker" utilizar a sua icónica canção "Rock and Roll Part II", avançou o jornal The New York Times.

O artista britânico, um dos nomes mais populares do glam rock britânico da década de 70, agora com 75 anos e condenado por crimes de pedofilia em 2015, "não tem direito nem lhe pagamos royalties", explicou um representante da Snapper Music, a detentora dos direitos.

“Joker”: filme envolvido em polémica pela utilização de canção de pedófilo condenado
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A Universal Music Publishing Group já declarara o mesmo anteriormente num comunicado ao Los Angeles Times, salientando que os direitos das canções pertenciam ao grupo e outras entidades, não havendo direito ao pagamento de royalties ou outros dividendos.

A canção de Glitter é utilizada numa sequência em que o Joker dança ao som do tema enquanto desce uma longa escadaria.

A polémica surgiu após o jornal britânico The Sun avançar que Glitter poderia receber centenas de milhares de libras em royalties, baseado no sucesso do filme nos cinemas e nas vendas em DVD e bandas sonoras.

O britânico Gary Glitter foi um músico muito popular na década de 70 e 80, tendo vendido mais de 20 milhões de discos.

Em fevereiro de 2015, foi condenado a 16 anos de prisão por um crime de tentativa de violação, quatro crimes de agressão sexual e um crime de relações sexuais com uma menor, cometidos entre 1975 e 1980.

A queda em desgraça começou quando foi detido em 1997 e condenado dois anos mais tarde pela posse de mais de quatro mil imagens de pornografia infantil.

Depois desse processo, o cantor viveu algum tempo no Cambodja, de onde foi expulso em 2002 por acusações de pedofilia.

Seguiu-se, em 2006, uma condenação no Vietname pelo abuso sexual de duas meninas de seis anos. Ao fim de dois anos e nove meses de prisão, regressou ao Reino Unido.

Em 2012, Gary Glitter foi a primeira pessoa detida no âmbito da chamada “Operação Yewtree”, uma investigação policial a abusos de menores perpetrados ao longo de décadas pelo ex-apresentador da BBC Jimmy Savile, que morreu em 2011.

O escândalo afetou também a BBC devido à suspeita de que terá ignorado sinais destes abusos, alguns dos quais poderão ter acontecido nas instalações da estação pública, para a qual Savile trabalhou durante muitos anos na televisão e rádio.

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