Uma minissérie documental de sete episódios da Netflix sobre figuras excêntricas do submundo da criação de felinos selvagens tornou-se um fenómeno nos EUA, cativando desde os espectadores anónimos a estrelas como Jared Leto ou Edward Norton.

Potenciada pela quarentena forçada provocada pela COVID-19, a popularidade começa a alastrar pelo mundo e a sua principal estrela até já tem atores favoritos para um hipotético filme sobre a sua vida.

Baseada numa história real mais estranha do que muitas ficções, daquelas que se fosse contada, ninguém acreditava, "Tiger King: Morte, Caos e Loucura" aborda a peculiar vida de Joseph Allen Maldonado-Passage, mais conhecido por Joe Exotic.

Polígamo homossexual de aspeto caricato, amante de armas, música country e tigres, dirigia um jardim zoológico de beira de estrada e chegou a ser candidato independente às eleições presidenciais nos EUA (recebeu 962 votos) e às primárias para o cargo de governador de Oklahoma (foi eliminado na primeira ronda, com 664 votos) .

À volta do carismático e insensato Joe está um rol incrível de excêntricos, como traficantes de droga, vigaristas e líderes de seitas, todos partilhando a paixão pelos felinos e o estatuto e atenção que as suas perigosas coleções de animais selvagens lhes granjeiam.

Tudo isto é ameaçado quando entra em cena Carole Baskin, uma também excêntrica defensora dos direitos dos animais e proprietária de um santuário para grandes felinos: a rivalidade dura anos e vai em crescendo, acabando por se descontrolar e levar à detenção de Joe por ter contratado um homem para a matar e também por outros crimes.

Como se esta intriga de crime não tivesse já muitos ingredientes, ainda existe o mistério do desaparecimento do segundo marido de Carole em 1997, por resolver até hoje: Joe garante que a esposa o deu comer aos seus tigres.

Todas estas histórias e personagens estão a fascinar os espectadores desde a estreia a 20 de março: com a pandemia da COVID-19 a forçar milhões a ficar em quarentena nas suas casas, tornou-se rapidamente um dos programas mais vistos na Netflix.

Nada disto passou despercebido ao próprio Joe Exotic, atualmente a cumprir uma pena de 22 anos de prisão e a receber centenas de emails de mensagens à conta da nova fama: os realizadores do documentário revelaram ao The Hollywood Reporter que quer ser interpretado por Brad Pitt ou David Spade num filme sobre a sua vida.

E há uma exigência específica: se for David Spade, tem de ser o de 2001, dos tempos de "Joe Dirt".

Joe Dirt (2001)

Ainda não existem informações sobre um filme, mas já está em preparação uma minissérie da Universal Content Productions: Carole Baskin será interpretada pela camaleónica comediante do Saturday Night Live Kate McKinnon e ainda não foi anunciado quem ficará com o papel de Joe Exotic.

VEJA O TRAILER DE "TIGER KING":

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