Sucedem-se as homenagens a Chadwick Boseman, o ator falecido na sexta-feira por cancro de cólon, aos 43 anos.

Numa carreira muito breve, o ator interpretou no cinema os ícones negros Jackie Robinson e James Brown antes de ser imortalizado como o super-herói Pantera Negra nos filmes da Marvel.

Ator Chadwick Boseman, o Pantera Negra dos filmes da Marvel, morreu aos 43 anos
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Através das redes sociais, muitos fãs têm apelado à Marvel para que nenhum outro ator o substitua na personagem (como fez por exemplo com Hulk, em que Mark Ruffalo tomou o lugar de Edward Norton).

Embora ainda seja cedo para perceber o que fará o estúdio na sequela do filme anunciada para 2022, é significativo que tenha divulgado nas últimas horas um vídeo de homenagem com imagens de bastidores e depoimentos dos atores da altura da produção de "Black Panther" (2018) acompanhado da mensagem "Serás sempre o nosso Rei".

Também no domingo à noite, "Black Panther" foi exibido pela primeira vez e sem intervalos em canal aberto pela ABC, (que pertence à Disney, tal como a Marvel).

Logo a seguir, foi apresentado o especial "Chadwick Boseman: A Tribute For A King" [Chadwick Boseman: Um tributo a um rei].

Produzido em tempo recorde, o programa abordou como o ator passou por muitas operações dolorosas e sessões de quimioterapia ao longo de quatro anos em segredo e juntou as reações emocionadas de vários atores do Universo Cinematográfico Marvel, como Scarlett Johansson,Don Cheadle, Jeremy Renner, Winston Duke, Forest Whitaker, Mark Ruffalo ou Paul Rudd, do realizador de "Vingadores" Joe Russo, do presidente dos estúdios Marvel Kevin Feige, e do antigo CEO da Disney Bob Iger.

Robert Downey Jr. recordou o contacto recente com Chadwick Boseman a propósito da morte de George Floyd (o afro-americano de 46 anos assassinado durante uma detenção, quando um polícia pressionou o joelho contra o seu pescoço durante cerca de 9 minutos) e o vazio que existe após a sua morte, descrevendo "Black Panther" como "de longe" como a grande conquista do Universo Cinematográfico Marvel.

Personalidades como Oprah Winfrey, Whoopi Goldberg e até a candidata à vice-presidência dos EUA Kamala Harris, que estudou na mesma universidade de Chadwick Boseman, também destacaram o ativismo social do ator.

A imprensa especializada americana destaca que um dos momentos mais tocantes do programa foi quando a apresentadora Robin Roberts, que sobreviveu a um cancro, recordou as muitas visitas do ator a hospitais para apoiar crianças doentes, numa altura em que, sabe-se agora, já lutava contra a mesma doença.

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