Um juiz ouviu nesta terça-feira os argumentos de ambas as partes, Cayman Music e Blue Mountain Music, num julgamento que está previsto terminar esta semana.

As canções foram escritas entre 1973 e 1976, quando Marley trabalhava para as duas editoras. Para acentuar mais a disputa, o músico não assinou as músicas, mas atribuiu a sua autoria a outros.

Assim, o crédito por "No Woman, No Cry" foi para Vincent Ford de forma a evitar obrigações contratuais ou para garantir que o seu amigo de infância tivesse recursos para as suas instituições de caridade, defendem algumas versões. Os direitos desta canção em particular valem milhões, indicaram as partes durante o julgamento.

As outras canções disputadas são "Crazy Baldhead", "Johnny Was", "Natty Dread", "Positive Vibration", "Rat Race", "Rebel Music (Block Road)", "Talking Blues", "Them Belly Full", "Want More", "War", "Who The Cap Fit" e "So Jah She".

Em 1992, onze anos após a morte de Marley, Cayman e Blue Mountain assinaram um acordo para que a segunda editora mantivesse o catálogo do cantor. Mas a Cayman argumenta que estas treze canções não faziam parte do acordo, o que a Blue Mountain ignora.

O advogado da Blue Mountain, Ian Mill, assegura que não havia nenhuma razão para deixar de fora algumas das canções e que "a intenção clara" do acordo de 1992 era "a transferência de todos os direitos".

@AFP

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