Durante a semana do Festival Músicas do Mundo (FMM), todos os caminhos de Sines vão dar às imediações do castelo, onde é possível ouvir e ver os espetáculos que estão a decorrer no palco através dos ecrãs montados junto às muralhas.

Neste sítio de passagem, que se transforma num ponto de paragem, é possível encontrar desde os muito jovens aos que já ostentam cabelo grisalho, bem penteados ou com volumosas rastas, uma amostra da diversidade que caracteriza o festival de Sines.

Quanto mais tarde, maior é a concentração de pessoas no largo em frente à porta principal do monumento que viu nascer Vasco da Gama e, a certa altura, chega a ser difícil circular por entre a multidão.

António Ramalho, que vive em Sines há vários anos, os suficientes para viver o festival desde a sua primeira edição, em 1999, não teve dúvidas em afirmar à agência Lusa que esta “é a melhor semana” da cidade alentejana.

Contudo, não são os concertos no castelo que o chamam, mas “o ambiente nas imediações”, já que tem o “concerto virtual” e pode ver “quem passa”.

Outros festivaleiros mostram pena por não estarem a assistir aos espetáculos no palco principal e dizem que o motivo de ficarem do lado de fora tem que ver com o preço dos bilhetes.

É o caso de Mafalda Rodrigues e Luís Moreira, de Castelo Branco, que contam entrar no castelo apenas esta sexta-feira, porque têm curiosidade em ver as russas Ayarkhaan e os Dissidenten, banda composta por músicos da Alemanha e de Marrocos.

Já Nuno Domingues, de Lisboa, só deverá pagar entrada no sábado, último dia do FMM, também por uma questão económica.

Assíduo do festival há seis anos, distingue os ambientes no interior e exterior do castelo de uma forma muito prática: “lá dentro, é mesmo para estar a ver os concertos, aqui fora é para conviver”.

Praticamente sem tirar os olhos do ecrã que mostra a atuação dos gregos Apsilies, diz que, por vezes, arrepende-se de não ter decidido entrar.

Para Vivi Rivera, de Madrid (Espanha), foi uma surpresa encontrar o ambiente que se vive à volta das muralhas do castelo, nesta sua estreia em Sines.

Chegou esta quinta-feira e depressa percebeu que há uma grande liberdade nas ruas, pelo que, à noite, já tinha montado uma banca para vender granizados e caipirinhas mesmo à porta do castelo e confessou que o negócio estava “a correr bem”.

Ainda com o castelo aberto a todo o público, o quinto dia de espetáculos da 13.ª edição do FMM começou com uma dupla oriunda do Japão, Shunsuke Kimura e Etsuro Ono, continuando, ainda gratuitamente, no palco da avenida Vasco da Gama, ao som dos brasileiros Graveola e o Lixo Polifônico.

Os concertos noturnos do castelo arrancaram com Apsilies e seguiram com Vishwa Mohan Bhatt & The Divana Ensemble “Desert Slide”, músicos indianos que mereceram grandes ovações de uma plateia bem composta.

A noite continua pela mão da sul-africana Nomfusi, acompanhada pela banda The Lucky Charms, e termina, já no palco da praia, com o encontro entre os sons romenos de Tuba Project e o seu convidado norte-americano Bob Stewart.

@Lusa

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