«Decidimos colocar um fim à banda. Despedimo-nos com um grande sentido de gratidão, de propósito e de deslumbramento por tudo o que conseguimos. A todos os que alguma vez se sentiram tocados pela nossa música, o nosso profundo agradecimento por nos ouvirem», pode ler-se na conta do Facebook do trio de Athens.

O grupo de Mike Mills, Michael Stipe e Peter Buck não avançou os motivos da separação. «Sempre fomos uma banda no verdadeiro sentido da palavra, irmãos que se respeitavam e amavam», afirmou Mike Mills na mensagem de despedida, sublinhando que não há mágoas, nem advogados nem disputas na origem do fim da banda. «Pareceu-nos o momento certo», explicou o baixista.

Para Michael Stipe, a decisão não foi fácil, mas «tudo tem um fim», ainda que fiquem as canções de trinta anos de carreira, importantes tanto para os fãs como para os músicos, reforçou o guitarrista Peter Buck.

Os R.E.M. editaram em março deste ano aquele que, além do mais recente, passa a ser também o seu derradeiro álbum de originais: «Collapse Into Now», que conta com participações de Eddie Vedder, Patti Smith ou Peaches.

Formada em 1980 em Athens, Georgia, a banda é uma referência do rock das últimas décadas e deixa quinze discos de originais. Muitos, sobretudo os primeiros, influenciaram grande parte do rock alternativo.

É a publicação Allmusic que diz: «Os R.E.M. marcam o momento em que o pós-punk se transforma em rock alternativo» e o single «Radio Free Europe», o primeiro editado pelo grupo, alimentou o movimento de bandas de garagem.

A partir de «Out of Time» (1991) - do qual saíram singles como «Losing My Religion» ou «Shiny Happy People» -, o grupo aproximou-se de um público mais alargado passando a ser presença regular nas playlists radiofónicas e em palcos em estádios.

Nos últimos anos, a crítica deixou de ser unânime, mas a banda tentou manter-se fiel aos princípios estéticos que defendeu, a par de causas sociais e políticas às quais se foi associando.

Entre os últimos álbuns que os R.E.M. editaram, e chegaram a apresentar em Portugal, estão «Up» (1998), «Around the Sun» (2004), além de «Accelerate» (2008) e «Collapse into Now» (2011).

A última passagem do grupo por palcos portugueses deu-se em janeiro de 2005, quando apresentou, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, o disco «Around the Sun» (2004).

Recordem aqui alguns dos videoclips da banda:

@SAPO com Lusa

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