"Olá. Ainda estou com um pouco de jet-lag, mas tudo bem. Não tenho dormido muito bem, mas estou acordado agora e acho que, quando já és velho, acordar já é uma boa notícia", graceja o músico de 69 anos no início da conversa com o SAPO Mag. Francis Rossi é um dos fundadores dos Status Quo, conhecidos por temas como "Whatever You Want ", "Down Down", What You're Proposing", "In the Army Now", "The Anniversary Waltz - Part One" e "Come on You Reds".

Entre 1967 e 1970, com os vários singles de sucessos, a banda britânica juntou-se à elite da música pop. Mas a luta para chegar ao tops foi-se tornando mais árdua e o sucesso regressou apenas com o quinto disco, "Piledriver", em 1973.

Em conversa com o SAPO Mag, o músico recordou que começou a sua aventura no mundo da música com o amigo Alan Key, que foi baterista da banda até 1962. "O início foi especial, era tudo diferente, tudo único. E tocar músico em vários sítios era muito especial. Tocávamos em várias rádios, nas televisões", lembra Francis Rossi.

"Há um momento em que temos de reinventar a forma como tocamos", conta o músico, frisando "que pequenas coisas vão mudando ao longo dos anos para serem melhores". "Tocar 'Whatever You Want, Whatever la la la la' para o público é sempre diferente porque a música invoca sempre memórias diferentes em cada um. E há estímulos físicos nas pessoas", explica, acrescentando que, em todos os concertos, as canções podem ganhar novas vidas.

Apesar dos mais de 35 anos de carreira, os Status Quo têm conseguido conquistar novos públicos, conta o vocalista. "Nos últimos 35 anos, têm acontecido coisas boas graças ao mundo moderno, por causa da internet: as pessoas descobrem coisas online, no Youtube ou noutros sites que sugerem coisas. Nos anos 1970 e 1980, as pessoas conheciam as coisas só através dos amigos. Hoje, as pessoas descobrem a privacidade das suas casas - ouvem, gostam e vão ver mais", conta, acrescentando que as novas gerações gostam de descobrir coisas do final do século passado.

"A melhor parte de fazer uma digressão é tocar em vários sítios. Não quero mais hotéis, não quero fazer várias viagens de avião... então, vamos num tour bus", revela, contando que tem os seus instrumentos, o computador e itens pessoais no autocarro. "Vivo neste pequeno espaço. Apesar de gostar de tocar, tal como toda gente, no final do dia quero é dar tudo como terminado. Então, no final do concerto vamos no autocarro durante algumas horas e a banda junta-se a jantar, a conversar. Tal como toda a gente, quero o meu tempo de descanso. É natural", frisa.

Sobre o concerto em Portugal, Francis Rossi promete "um bom espetáculo". "Não vou dizer às pessoas que vai ser fantástico. Se gostas de Status Quo, vai ser bom! Não alinho na coisa de dizer vai ' ser fantástico, a melhor coisa de sempre'", sublinha, acrescentando que é importante uma boa energia entre a banda e o público e entre o público e a banda. "Tentámos todas as noites: tal como o bom sexo ou a boa comida, fazemos uma e outra vez. Às vezes não funciona, mas espero que funcione em Portugal", graceja.

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