Depois de uma sessão de boas vindas protagonizada por LVIT e Maria, foi na voz de Rita Vian que toda a cerimónia começou. Uma voz que ainda faz arrepiar a pele dos mais insensíveis, foi com Carmen que o rapper de 30 anos, nascido em Telheiras, subiu ao palco. Aí, já se começou a ver também que o público que encheu a sala estava com as letras na ponta da língua, quando se cantava em uníssono “Carmencita, Carmencita, se fosses tão bonita, serias sempre cigana”.

Veja na galeria as fotos do concerto:

Se na nossa cabeça ainda ecoava o fado, a mágoa, de repente passamos para o tributo. Na voz grave e intensa do Caixeiro, recordamos o Razat com F.E.N.A.. “Razat, rest in peace, obrigado pela tua arte”, confidenciou.

Estamos num álbum que, à imagem de Mike El Nite, é um passo à frente do que o se produz atualmente. Mas também importa voltar atrás, nomeadamente ao Justiceiro, com Santa Maria e o “trap consciente” Monkey. Também Oliude e o tema referente a videojogos 2p fecharam o capítulo do álbum lançado em 2016. 

Pelo meio, entrou em cena o “sacana nervoso” também conhecido por Nerve. Os dois que já chegaram a partilhar um concerto juntos, em 2017, numa porta ali perto, no Musicbox, voltaram a recordar o que é a vida, neste caso, com o “Funeral”.  Uma aparição rápida, muito ao estilo de Nerve. 

Um dos pontos altos do álbum, e com selo de qualidade Monster Jinx, cabe ao J-K com o tema Caixa Negra. A profundidade da letra acaba por ganhar ainda mais vida ao vivo. E como já se tinha percebido anteriormente, o público vinha com a aula bem estudada, por isso, e embora ainda se notasse algumas falhas entre banda e a dupla de vozes, a verdade é que acabou por ser também um dos pontos altos do concerto os refrões cantados a mais do que duas vozes.

A noite começou a subir de tom e ganhar mais suor e a ficar mais quente quando surgem os temas S.Q.N. ou o Mambo Nº1, ainda que cantado de forma acapella, já que o Profjam não esteve presente no concerto (“sinal que a Think Music está na estrada”), mas acompanhado pelo brilhante Diogo Sousa à bateria.

Num concerto com umas ausências, mas com o Benji Price sempre presente a dar a batida e a guiar o norte do Mike El Nite, seguimos viagem com Dr. Bayard, que contou com Fénix MG e também com muitos Dr. Bayard para todas as gargantas que estavam a ficar sem voz. E como este público já estava em ponto de rebuçado, foi momento do Miguel Caixeiro se atirar aos lobos com os Tambores, Uivos, Gritos e Aplausos, ou seja, com o T.U.G.A..

A noite fechou com a apologia ao recente acidente que Mike El Nite sofreu de bicicleta, o Capacete complementada pelo Arco-Íris. Um final cheio de cor, acompanhado pela banda, ou seja, com Gabriel Silva no baixo, Gil Amado na guitarra e Gui Salgueiro nas teclas. Feitas as despedidas, pegamos nos rebuçados para acalmar a voz e recuperarmos para os próximos concertos. Porque agora a Inter-Missão já está oficialmente na estrada. 

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