"A Paz Perpétua" traz novamente a realidade do pensamento de Hannah Arendt (1906-1975), sobre a paz e a falta de moralidade. Referindo-se o próprio título da obra de Mayorga ao ensaio filosófico de Kant, que reflete a questão "será que os fins justificam todos os meios?", deixa a premissa de uma reflexão demasiado atual: onde é que as medidas de segurança acabam e onde é que começa o terrorismo? , refere uma nota do Teatro Fontenova.

“O autor espanhol oferece-nos uma metáfora à ameaça terrorista global, três cães a competir por um lugar num corpo de elite de combate antiterrorista. Com o humor, por vezes negro, mas de um requinte de quem explora mais as suas dúvidas do que certezas, o autor, ao dar às suas personagens a forma de animais, pode explorar ideias e conceitos que, de tão brutais, seriam inconcebíveis sair da boca de um ser humano, o que permite alargar a fronteira catártica desta sua metáfora”, frisa a companhia.

O texto de Mayorga é apresentado pela primeira vez em Portugal e foi editado numa tradução de Luísa Monteiro.

Encenada por José Maria Dias, “A Paz Perpétua” conta com interpretações de Carlos Pereira, Fábio Nóbrega Vaz, Graziela Dias, Patrícia Paixão e Sara Túbio Costa. A coreografia e cenas de luta são de Carlos Pereira e Eduardo Dias, a cenografia de José Manuel Castanheira e os figurinos de Lucília Telmo.

A peça fica em cena até domingo.

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