A sentença, aplicada no âmbito de uma investigação do escândalo de pagamento de subornos para garantir o acesso a universidades reputadas dos Estados Unidos, não é tão dura como desejava a promotoria, que solicitou um mês de prisão sob o argumento de que não se deve permitir a pais ricos corromper o sistema.

Os advogados da atriz, conhecida pela série de televisão "Donas de Casa Desesperadas", esperavam uma pena de um ano de liberdade condicional, trabalhos comunitários e multa de 20.000 dólares.

Mas a juíza responsável pelo caso determinou um período mais curto de detenção, uma multa de 30.000 dólares e 250 horas de trabalho comunitário.

"Gostaria de voltar a pedir desculpa à minha filha, ao meu marido, à minha família e à comunidade educacional pelas minhas ações", disse Huffman no tribunal, a chorar. "E especialmente quero pedir perdão aos estudantes que trabalham duramente todos os dias para entrar na universidade, e aos pais que fazem sacrifícios tremendos para apoiar os seus filhos".

Huffman, que acaba de lançar na Netflix a comédia "Otherhood", foi a primeira de cerca de trinta pais processados pelo mesmo motivo a ser sentenciada.

Os seus advogados pediram que a pena seja cumprida numa prisão de baixa segurança para mulheres do norte da Califórnia.

No total, 50 pessoas foram acusadas pelo escândalo que despontou em março passado, incluindo 33 pais milionários, administradores de exames de admissão em universidades e treinadores desportivos, segundo o promotor de Massachusetts Andrew Lelling.

Outra celebridade envolvida no escândalo é a atriz Lori Loughlin, da série "Full House", que juntamente com o marido se declarou inocente e aguarda julgamento.

O chefe do esquema, William Rick Singer, que teria recebido cerca de 25 milhões de dólares em subornos, declarou-se culpado e cooperou com as autoridades, tendo gravando secretamente os seus clientes.

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