Criado pela Câmara Municipal do Porto a 01 de junho de 1917, a escola pública teve Bernardo Moreira de Sá como primeiro diretor, avô da pianista Helena de Sá e Costa e da violoncelista Madalena Moreira de Sá e Costa.

O centenário é “uma grande festa”, apontou à Lusa o diretor da instituição, António Moreira Jorge, que destaca o dia de hoje como um dos pontos altos, com uma visita guiada pelas três casas do Conservatório, além do concerto na Casa da Música, com a Academia Coral da escola a juntar-se à Orquestra do Norte, para interpretar a “Missa Solene de Santa Cecília”, de Charles Gonoud, marcado para domingo.

A visita guiada às antigas e atuais instalações repete-se a 07 e 14 de outubro, integrada numa das ações de evocação da memória da instituição, que tem na biblioteca uma exposição de 100 objetos ligados à sua história.

Entre os destaques da programação, que arrancou em dezembro do ano passado, insere-se ainda a segunda edição do PianoPorto, uma maratona de 24 horas de piano que o Conservatório organiza com o apoio da autarquia e que se espalha por toda a cidade, do Auditório da escola à estação ferroviária de São Bento, a museus e à Câmara Municipal, entre outros locais.

Um concerto comemorativo da inauguração, a 09 de dezembro, na Casa da Música, é outra das atividades em destaque.

Inicialmente instalada no Palacete dos Viscondes de Vilarinho de São Romão, na travessa do Carregal, a escola mudou-se em 1975 para o Palacete Pinto Leite, na rua da Maternidade, onde viria a passar mais de 30 anos.

A ala poente do edifício da Escola Secundária Rodrigues de Freitas, na praça Pedro Nunes, é, desde 2008, a casa atual do Conservatório, numas instalações que incluem ainda um novo edifício onde foram instalados um estúdio de gravação, uma sala de orquestra, auditórios e uma biblioteca, fazendo com que a escola, segundo o diretor da instituição explicou à Lusa, conte com um equipamento “ao nível do que há de melhor na Europa”.

“O Conservatório chega aos 100 anos com muita saúde e vitalidade, numa fase de solidificação da sua evolução e melhoria”, acrescentou Moreira Jorge, que vê a instituição com “muito ainda pela frente”.

A instituição, que em 1992 foi agraciada com a Medalha de Mérito Cultural Grau Ouro do Porto, guarda ainda o espólio da violoncelista Guilhermina Suggia e do compositor e violinista Nicolau Medina Ribas, bem como documentação de vários outros nomes da música nacional.

Também a criação da Orquestra Sinfónica do Porto, agora associada à Casa da Música, teve origem na Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto, raízes que serão evocadas a 22 de junho, no Teatro Rivoli, numa recriação do primeiro concerto do grupo.

Pelo Conservatório passaram alguns dos grandes nomes da música nacional, com o diretor a destacar os “mais mediáticos”, como Pedro Burmester e Pedro Abrunhosa, além de António Pinho Vargas, mas também nomes “mais recentes com carreira internacional”, como os pianistas Vasco Dantas Rocha, Pedro Gomes e Nuno Ventura de Sousa.

“É um legado que o Conservatório está a dar ao país e ao mundo”, atirou Moreira Jorge.

Hoje em dia, a escola é responsável por cerca de 1100 alunos e conta com um corpo docente que ronda os 180 professores, além de quase duas dezenas de funcionários.

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