A edição faz parte de “Danças de Porto de Mós”, projeto que arrancou em 2018 e que serve de título ao disco. Através dele, município e Politécnico de Leiria procuram a preservação e divulgação de uma parte relevante da herança imaterial cuidada pelos grupos folclóricos do concelho.

“Este lançamento é muito importante, porque é um marco que representa todo o projeto”, disse a coordenadora de “Danças de Porto de Mós” e mentora do grupo Aire, Marisa Barroso, em declarações à agência Lusa.

Ao contrário de outras iniciativas realizadas, como oficinas, debates, bailes e conversas, que “acontecem, diluem-se no tempo e desaparecem”, este disco fica e assume-se como uma “ferramenta de disseminação, física e nas plataformas ‘online’, que permite levar um registo das músicas e das danças a qualquer parte do mundo”.

Entre Loureiros, Passe Catres, Fadinhos, Choutices ou Vá de Rodas, há “16 danças escolhidas com muita intencionalidade para a disseminação ramificada e solidificada com o resto do projeto”.

Por isso, as coreografias e músicas foram selecionadas para permitir que sejam dançadas “dos dois aos 80 anos”.

“Há desde danças difíceis de aprender até às extremamente fáceis”, frisou a coordenadora, lembrando que “Danças de Porto de Mós” ambiciona chegar a vários níveis de ensino, “desde a pré-escola aos idosos, passando pelo secundário e adultos”.

Formado por Anne Clément (flautas de bisel e voz), Emiliana Silva (violino), Rafael Gomes (concertina), Samuel Louro (bateria, percussão, guitarra) e Sara Vidal (voz e harpa celta), o grupo Aire deu “nova roupagem” às músicas, que revelam uma “preocupação muito grande de todas serem dançadas e estarem ao serviço de quem dança”.

A combinação reflete o espírito original do projeto, que “é inovador com a arte popular, tradicional, folclórica”, sublinhou Marisa Barroso, salientando a “proximidade entre a arte popular, a arte contemporânea e a pedagogia” alcançada em “Danças de Porto de Mós”.

“Estamos muito felizes com tudo o que está a acontecer. Este é um disco multicultural e multidisciplinar, porque guarda músicas, guarda danças”.

A investigadora acredita que a divulgação deste património de Porto de Mós vai causar “muito espanto”, porque no disco se fala de “formas de vida e psicologia, posicionamentos de um passado que se assemelha muito ao presente e que dão lições muito fortes, de uma forma muito simples”.

Após o lançamento do disco “Danças de Porto de Mós” na sexta-feira, no domingo o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, em São Jorge, Porto de Mós, recebe o baile-concerto de apresentação, a partir das 16:00.

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