O adiamento do festival Lisb-ON - Jardim Sonoro, de Lisboa, para setembro de 2022, também foi anunciado hoje pela sua organização.

Quanto ao Amplifest, o primeiro fim de semana (FDS1), entre 7 e 9 de outubro de 2022, respeitará, “no possível”, o alinhamento anunciado e esgotado para este ano, estando confirmados os Amenra, Caspian, Cult of Luna, Elder, Holy Fawn, Irist, Jo Quail, Oranssi Pazuzu, Pallbearer e Telepathy.

O segundo fim de semana (FDS2), de 13 e 15 de outubro de 2022, também no Hard Club do Porto, conta já com “uma confirmação de peso: o regresso (em data única em Portugal) dos Godspeed You! Black Emperor!”, destaca a Amplificasom.

“Não é apenas um dos regressos mais esperados: é o mais urgente de todos. Ainda que o fim dos tempos seja a linha mestra das nebulosas elegias neoclássicas dos Godspeed You! Black Emperor, estas carregam consigo também a esperança, o sonho, a vida”, sublinha a organização.

Donos de uma discografia que é “um marco incontornável para qualquer melómano”, os canadianos estão também de regresso às edições com “G_d’s Pee AT STATE’S END!”.

Em relação aos bilhetes, a Amplificasom dará um período de 14 dias úteis para pedidos de devolução a todos os portadores de entradas para a edição 2021, que deverão ser feitos de 11 a 28 de outubro deste ano, através da See Tickets.

Os portadores de bilhetes para a edição deste ano que o pretendam usar em 2022, não terão de fazer nada, ficando automaticamente válido para o primeiro fim de semana de programação, ou seja, o FDS1.

A estes será dada ainda a possibilidade de compra de bilhetes para o FDS2 a um preço promocional de 90 euros, entre hoje e 15 de Agosto.

À venda a partir hoje ficam também os passes para o FDS2 do Amplifest 2022, pelo valor de 115 euros, no site https://amplificasom.seetickets.com/.

Serão também disponibilizados, em número “extremamente limitado”, passes gerais para os dois fins de semana pelo valor de 205 euros.

A decisão de adiar o festival resulta da “confluência de um conjunto de circunstâncias que tornam impossível a realização do Amplifest dentro do quadro de exigência e qualidade que a Amplificasom tem vindo a cimentar ao longo da sua década de existência”.

“Os sucessivos adiamentos de ‘tours’ de bandas confirmadas para o evento, a ausência de alternativas em linha com a identidade de programação do evento, as incertezas sobre as regras a aplicar ao setor e sobre o desenvolvimento da pandemia” são as razões principais apontadas pela organização para a tomada desta decisão.

Também por não estarem reunidas condições para acontecer este ano, a organização do festival Lisb-ON - Jardim Sonoro, dedicado à música eletrónica, decidiu adiá-lo para setembro de 2022.

O festival estava previsto para o próximo mês de setembro, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, com nomes como Carl Craig, DJ Vibe e Roísín Murphy, mas já só decorrerá de 2 a 4 de setembro de 2022.

O cartaz "será reavaliado para que se mantenha o mais genuíno e relevante possível face às mudanças que se têm verificado tanto no mundo como na música", refere a organização.

Os passes comprados para a edição deste ano serão válidos para a próxima edição, sem ser necessária qualquer troca. O pedido de reembolso deve ser feito até 30 de junho e a devolução acontecerá entre 01 e 30 de setembro.

Por causa das restrições para limitar a propagação da COVID-19, pela situação pandémica noutros países, pelos diferenciados ritmos de vacinação e pela falta de clarificação das regras de realização deste tipo de eventos, foram já adiados vários festivais de música, entre os quais o ID No Limits e o EDPCoolJazz (ambos em Cascais), o NOS Alive (Oeiras), o Rock in Rio Lisboa, o Super Bock Super Rock (Sesimbra), o Bons Sons (Tomar), o NOS Primavera Sound (Porto), o Boom Festival (Idanha-a-Nova), o Barroselas Metalfest, o Músicas do Mundo de Sines, o Gouveia Art Rock, o Rolling Loud (Portimão), o Sumol Summer Fest (Ericeira, Mafra) e o EDP Vilar de Mouros (Caminha).

Até agora, continuam ainda marcados os festivais MEO Sudoeste (Odemira) e Vodafone Paredes de Coura, todos em agosto.

O festival Rodellus, na freguesia de Ruílhe (Braga), anunciou na segunda-feira que manterá a edição deste ano, "adaptada aos desafios da atualidade", nos dias 24 e 31 de julho e 7 de agosto, e com artistas portugueses.

Pelo país estão a ser anunciados outros eventos, de pequena escala, e feitos sobretudo com música portuguesa, como o Festival das Artes QuebraJazz, em julho, em Coimbra, e que junta dois festivais que normalmente decorrem em separado no verão, e o Festival Artes à Vila, a 25 e 26 de junho, no Mosteiro da Batalha.

Entre abril e maio foram realizados quatro eventos-piloto em Braga, Coimbra e Lisboa, com plateia sentada e em pé, e com a realização prévia de testes de diagnóstico aos espectadores, com o objetivo de definir "novas orientações técnicas e a realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2 para a realização de espetáculos e festivais".

Mais de um mês depois, não foram ainda divulgadas as conclusões desses eventos-piloto.

O promotor Álvaro Covões, da direção da Associação de Promotores de Espectáculos, Festivais e Eventos (APEFE), disse à agência Lusa na segunda-feira que a DGS informou as associações do setor, na passada sexta-feira, de que terá tido "um problema informático" com os dados dos espectadores que participaram nos eventos-piloto.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter mais esclarecimentos hoje da Direção-Geral de Saúde.

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