“Vamos iniciar um processo de procura de espaço para uma nova edição”, disse Marta Guerreiro, da PédeXumbo - Associação para a Promoção da Música e Dança, promotora do certame.

A edição deste ano, prevista para agosto nas margens da albufeira de Póvoa e Meadas, em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre, foi cancelada, com a organização a prometer que o festival “não vai acabar” e que regressará com um “formato adaptado” aos desafios emergentes.

Contactado pela Lusa na segunda-feira, o presidente do município alentejano, António Pita, lamentou a decisão da organização do festival, depois de esta, na passada sexta-feira, ter comunicado que o futuro do Andanças não passa por Castelo de Vide.

"Com a saída do Andanças, que tinha sempre impacto na nossa economia, vamos voltar a realizar as festas de Santa Maria d´Agosto e aumentar mais uma semana a prova desportiva Castelo de Vide Cup”, avançou o autarca.

Depois do fogo, as edições de 2017 e 2018 do Andanças foram realizadas na vila de Castelo de Vide e para este ano estava prometido o regresso ao palco habitual, junto à albufeira de Póvoa e Meadas, mas o certame acabou por ser cancelado.

No verão de 2016, a meio da tarde do dia 3 de agosto, um incêndio, num dos parques de estacionamento e a algumas centenas de metros do recinto, atingiu total ou parcialmente 458 viaturas, em menos de três horas.

Em fevereiro de 2017, o Ministério Público (MP) arquivou o inquérito instaurado ao caso, por não ter conseguido apurar as circunstâncias concretas em que o fogo deflagrou.

O advogado Pedro Proença, que representa 70 lesados, interpôs, em julho de 2018, uma ação no Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco contra a PédeXumbo, a Câmara de Castelo de Vide e a seguradora do grupo Crédito Agrícola, exigindo uma indemnização de 831 mil euros.

O advogado disse hoje à Lusa que o processo continua a decorrer em tribunal e que “ainda há pouco tempo” se registavam casos de réus a contestar as ações das companhias de seguros que deduziram pedidos, sobretudo de lesados que tinham coberturas contra todos os riscos.

“Esta situação atrasou um bocado o processo, mas eu estou a contar que até ao final do ano haja evolução”, referiu.

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