António Zambujo protagoniza o concerto de abertura, no dia 1, às 20h00 locais, mas a programação tem início na véspera, 30 de setembro, com um recital do pianista e compositor João Paulo Esteves da Silva, no Centro Cultural Português, no Luxemburgo, o único realizado fora da Philharmonie.

A programação, que tem por objetivo apresentar um itinerário através de universos da música em português, congregando nomes de Angola, Brasil, Cabo Verde e Portugal, inclui 'workhops' e a exposição “Instmnts”, do músico e compositor angolano Victor Gama, também construtor de instrumentos, sessões de yoga, com música de Heitor Villa-Lobos e Joly Braga Santos, e uma conferência pelo músico Mário Lúcio, ex-ministro cabo-verdiano da Cultura, no último dia do festival, 9 de outubro.

Para o concerto de abertura, na Philarmonie do Luxemburgo, no dia 1, António Zambujo, criador de “Lambreta”, acompanha-se à viola, e consigo sobem ao palco os músicos Bernardo Couto, na guitarra portuguesa, João Moreira, no trompete, e Francisco Brito, no contrabaixo.

No vestíbulo da Philharmonie estará patente a exposição “Instmnts”, uma série de instrumentos musicais inéditos criados por Victor Gama.

Victor Gama propõe que os instrumentos musicais possam criar o mesmo efeito visual que as obras de arte, incorporando simbolismo no seu design. "O artista angolano constrói instrumentos com nomes poéticos como ‘tipaw’, ‘tartul’ ou ‘vulk’. Eles podem ser tocados sozinhos ou em conjunto, gerando sons surpreendentes ao toque”, segundo nota da organização.

Os visitantes da mostra podem experimentar os diferentes instrumentos, estando também prevista a realização de oficinas para pequenos grupos que permitem explorar detalhadamente o universo instrumental de Gama.

De 4 a 8 de outubro, apresenta-se “Musek erzielt: atlântico Edition”, um ensemble constituído por instrumentos de Gama. O concerto é protagonizado por Betsy Dentzer (erzielung), Victor Gama (toha, acrux, dino), Salomé Pais Matos (toha, acrux), com direção, conceção e texto de Dan Tanson, guarda roupa de Alexandra Lichtenberger e desenho de luz de Isabel Bouttens.

No dia 4, na hora de almoço, Victor Gama toca toha e acrux, num programa concebido por si com exibição de um vídeo, a partir dos apontamentos de investigação do antropólogo angolano Augusto Zita N’Gongwenho, um espetáculo que conta com a participação de Salomé Pais Matos (toha).

Também no dia 4, mas às 19h30, atua a fadista Aldina Duarte, autora de alguns dos poemas que canta, acompanhada pelos músicos Paulo Parreira, na guitarra portuguesa, e Rogério Ferreira, na viola.

Aldina começou a cantar fado em 1995, numa das casas de Lisboa, e, em 2004, editou o seu primeiro álbum, “Apenas o Amor”, a que se seguiram sete outros, o mais recente, “Roubados”, de 2019.

No dia 5 de outubro, pelas 12h30 e às 17h30 locais, acontecem as sessões de yoga com a instrutora Amelie Kuylenstierna e acompanhamento musical por Nils Kohler (clarinete) e Cathy Krier (piano), sendo executadas, entre outras, obras de Villa-Lobos, Pedro Faria Gomes e Braga Santos.

No mesmo dia, às 19h30, o saxofonista e compositor Rodrigo Amado apresenta “The Bridge”, com Alexander von Schlippenbach, ao piano, Ingebrigt Håker Flaten, no contrabaixo, e Gerry Hemingway, na percussão.

Segundo a organização, no seu sítio na Internet, “este concerto lança uma nova série dedicada à exploração do jazz aventureiro”.

A brasileira Dom La Nena atua no dia 6, às 19h30 locais.

A cantora e violoncelista vai apresentar o seu mais recente álbum, “Tempo”, saído no ano passado.

No dia 7, a pianista Joana Gama com Luís Fernandes (eletrónica) apresentam “There’s no knowing”, com desenho de luz de Sofia Ribeiro e cenografia de Frederico Rompante.

No último dia, o músico Mário Lúcio apresenta a conferência “Le Cap-Vert, berceau de la créolisation” ("Cabo Verde, berço da crioulização").

Esta conferência, em francês e na qual Mário Lúcio irá também cantar, é organizada em colaboração com a organização não-goverbamental Finkapé – réseau afrodescendant Luxembourg, no quadro do projeto “KlangKeller”.

À excepção do recital de João Paulo Esteves da Silva, todos as outras iniciativas do Festival Atlântico realizam-se em diferentes salas da Philarmonie do Luxemburgo, nomeadamente o Grande Auditório, espaço Découvertes e Sala de Música de Câmara, além do Grand Foyer.

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