O festival Citemor, que decorre de quinta-feira até 13 de agosto, entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, acolhe as estreias dos espetáculos de Diana Niepce e Dinis Machado, numa edição em que o corpo está em foco.

“O programa deste verão vem sublinhar a vocação produtora do festival e consagrar Montemor-o-Velho como “lugar de criação”. São mais de 40 anos de uma prática continuada, que a cada edição acrescenta significado e questionamento, mas que é também geradora de discurso”, salientou a organização, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A 44.ª edição do festival mais antigo do país arranca na quinta-feira, com a apresentação de “A Sagração da Primavera – memórias ternas de um afecto queer”, de Dinis Machado, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra.

O espetáculo, coproduzido pelo festival, é uma dança protagonizada por “cinco performers queer”, em que os corpos “questionam ideias dominantes de liberdade, como um território sem regras”.

No dia seguinte, será a vez de “Wow”, de Sónia Baptista, no Teatro da Cerca de São Bernardo (TCSB), em Coimbra, em que a artista questiona a ideia do belo.

Já o sábado será em Montemor-o-Velho, no Teatro Esther de Carvalho, que irá acolher a antestreia de “Noche Cañon”, de Sofía Asencio, numa obra que interage com o público e onde se procura criar texto dentro de um monólogo cómico.

Na semana seguinte, Rogério Nuno Costa apresenta de forma informal, a 04 de agosto, o projeto “Retrospetiva”, e Diana Niepce, que esteve no festival em 2021, dirige “O outro lado da dança”, no TCSB, a 05 de agosto.

A bailarina, que ficou tetraplégica após uma queda, propõe-se neste espetáculo a observar o arquivo e a história da dança e mapear a “representação dos invisíveis” neste campo.

No sábado seguinte, o coletivo espanhol Serrucho mostra em Montemor um espetáculo de teatro de objetos que “utiliza o tempo como material de trabalho”.

Na última semana do Citemor, há espetáculo de Jonas & Lander na Figueira da Foz, e, em Tentúgal (Montemo-o-Velho), Pedro Lacerda dirige e interpreta “Paixão segundo João”, de Antonio Tarrantino, um espetáculo sobre “a vida, sobre a justificação da existência para que não possa ser definida como um fracasso”.

A 13 de agosto, dá-se o último espetáculo, com um concerto do baterista Gabriel Ferrandini, no Teatro Esther de Carvalho.

A programação conta ainda com “Cortejo”, de Solange Freitas & Tiago Cadete, a exibição do filme “The Divine Way”, de Ilaria di Carlo, e a apresentação do livro “Cuaderno de Montemor”, de Mariana Barassi e Pablo Caruana.

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