O festival, que conta com um orçamento de 7.500 euros, é organizado pela Câmara Municipal de Guimarães e pelo Quarteto de Cordas de Guimarães e quer "promover a música de câmara", mostrando que este tipo de música "também faz falta" no verão.

A programação da edição de 2020 tem como "espinha dorsal" três concertos, nos quais, além dos músicos profissionais, haverá a participação de um grupo de alunos da Polónia.

"A 1.ª edição [em 2019] foi surpreendente pelo grande ‘feedback'. Mostrou que faz falta, que na altura do verão a música clássica faz falta. O festival mantém as duas vertentes, a pedagógica, com ‘masterclasses’ que vão permitir aos alunos ter aulas individuais, e em grupo com profissionais muito importantes a nível mundial, e os concertos, a espinha dorsal", explicou um dos reesposáveis pela organização, o membro do Quarteto de Cordas de Guimarães Emanuel Salvador.

Para o representante da autarquia, Paulo Silva, a realização do festival mostra que "é possível manter a atividade cultural em tempos de pandemia" e que as autarquias têm que ter esse papel.

"Os municípios têm essa obrigação de manter a atividade cultural viva. Temos outras condições que os operadores privados, que vivem essencialmente das bilheteiras, não têm", disse.

O festival começa a 19 de agosto com o concerto de abertura "Academia Virtuosi", na Igreja de Nossa Senhora de Oliveira, no qual estarão em destaque os alunos vindos da Academia da Baltic Neopolis Orchestra, da Polónia.

"O concerto incide nos alunos, vai mostrá-los de uma maneira muito virtuosa", descreveu Emanuel Salvador.

O evento continua dia 21 ao som das obras de Astor Piazzolla, com um concerto a cargo de Andriy Viytovch, em estreia em Portugal, que adaptou o estilo "fora da música clássica" de Piazzola à música de câmara e terá lugar Pátio do Paço dos Duques de Bragança.

O espetáculo final será no dia 22, "Beethoven 250", na Igreja de S. Francisco, um concerto alusivo aos 250 anos do nascimento do compositor alemão e que "junta quase todos os intervenientes do festival" em palco, para, "num contexto de música de câmara, tocarem aquelas coisas que se ouve em qualquer elevador e que todos reconhecem".

Os concertos têm entrada livre, estando sujeitos a marcação, uma das condicionantes do contexto de pandemia.

"O que tivemos que fazer foi adaptar os locais dos concertos às regras", explicou Paulo Silva, mas a pandemia teve outras consequências no Festival Guimarães Clássico.

"A formação é uma grande componente do festival e por causa da pandemia não pudemos trazer o número de alunos que desejávamos, tivemos que adiar a vinda de alunos da China e do Japão", explicou a também membro do Quarteto de Cordas de Guimarães Emilia Goch Salvador.

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