O festival internacional de artes performativas Tanto Mar regressa a Loulé, no distrito de Faro, de 23 a 27 de maio, com artistas de Cabo Verde, Moçambique e Brasil e, pela primeira vez, um grupo de nacionalidade portuguesa.

Os espetáculos têm lugar no Cineteatro Louletano a partir do dia 24, às 21h00, sinalizando “o caminho de ligação com grupos, intérpretes ou individualidades de países onde se fala a língua portuguesa e procurando parceiros para a construção de uma corrente de intercâmbios”, refere a organização em comunicado.

A anteceder os espetáculos, haverá uma sessão de abertura do festival a 23 de maio no Café Calcinha, às 18h00, que inclui uma conversa com os participantes e público presente, sobre “O estado das artes performativas nos países falantes do português”, orientada pela investigadora Marta Lança.

A programação arranca no dia 24 com o espetáculo “Quarto Império”, de Cátia Terrinca e Herlandson Duarte, representado por UmColetivo, grupo de Elvas, no distrito de Portalegre.

O espetáculo é baseado no livro “Caderno de Memórias Coloniais”, de Isabela Figueiredo, que a organização descreve como “uma obra literária e um documento que compilou factos, acontecimentos efetivamente ocorridos e presenciados pela então pequena Isabela, regressada de Moçambique na urgência da ponte aérea”.

A 25 de maio será a vez de “Os dias de Birgitt”, de Mário Lúcio Sousa, pela Sikinada – Companhia de Teatro, da Cidade da Praia, em Cabo Verde, que retrata “uma abordagem contemporânea, no limite entre a sobriedade e o humor” do aparecimento de uma doença terminal.

A obra “Recados de lá_Revisitação” de Santana Dias Santana, será apresentada pela Lareira Artes e Comunicação, de Maputo, capital de Moçambique, a 26 maio, com dois homens “desconhecidos e traumatizados” a encontrar-se “desesperados” num abrigo como fugitivos de guerra.

A Tribo de atuadores Ói Nóis Aqui Traveis, de Porto Alegre, no Brasil, apresenta “M.E.D.E.I.A”, a 27 de maio, retomando “uma versão antiga e pouco conhecida do mito”, com uma mulher que não cometeu nenhum dos crimes de que Eurípides a acusa.

O festival é uma coprodução da Associação de Artes Performativas Folha de Medronho, a Câmara Municipal de Loulé e o Cineteatro Louletano.

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