Jane Fonda foi detida esta sexta-feira, dia 11 de outubro, por fazer parte de um grupo que protestava em Washington, DC. Nas redes sociais, foi partilhado um vídeo onde é possível ver a atriz a ser algemada e escoltada para um carro da policial local.

Veja o vídeo:

Ao The Hollywood Reporter,  as autoridades avançaram que foram detidas 16 pessoas por "se manifestarem ilegalmente em frente ao Capitólio". De acordo com a publicação, a atriz fazia parte de um grupo da Oil Change International, que se manifestava em defesa do ambiente.

De acordo com o Los Angeles Times, a atriz de 81 anos pretende participar em manifestações semanalmente, durante os próximos quatro meses.

Em 2018, a atriz e produtora norte-americana, uma "rebelde pura" tanto na vida como nos ecrãs, recebeu o prémio Lumière 2018, durante a 10ª edição do Festival Lumière de Lyon, em França.

Atriz vencedora de dois Óscares, pacifista, guru do fitness, modelo, feminista e ativista política: Jane Fonda tem passado a sua vida a surpreender com a sua personalidade multifacetada. Aos 80 anos, abriu a sua alma em "Jane Fonda in Five Acts", um documentário dirigido por Susan Lacy, que estreou em 2018, e que mostra uma vida de polémicas, tragédia e autoconhecimento.

Nascida em 1937, em Nova York, Fonda alcançou a fama na década de 1960 como protagonista de "Descalços no Parque" (1967), ao lado do fundador do festival de Sundance, o ator Robert Redford.

A sua carreira avançou mais em 1969 com "Os Cavalos Também Se Abatem", de Sydney Pollack, e ganhou o primeiro dos seus dois Óscares com "Klute" (1971), de Alan J. Pakula.

Mas talvez seja mais lembrada por alguns dos seus trabalhos anteriores, como "Barbarella" (1968), dirigido por seu ex-marido Roger Vadim.

O despertar político de Fonda ocorreu em Paris, onde viveu durante um curto período e viu os protestos em massa de maio de 1968 contra o governo de Charles de Gaulle.

O documentário, de 2018, também mostra o seu papel como líder do movimento contra a Guerra do Vietname, incluindo a sua viagem a Hanói em 1972, quando causou indignação nos americanos ao ser fotografada com as tropas norte-vietnamitas.

Fonda também é percebida como uma ativista pelos direitos da mulher. Aplaudiu realizadoras como Greta Gerwig, Patty Jenkins e Dee Rees, criadoras de filmes aclamados pela crítica no último ano.

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