Jane Fonda é fiel à sua palavra: a atriz confessou que está disposta a detida todas as sextas-feiras para alertar o mundo sobre a crise climática. Depois de ter sido presa na passada sexta-feira, a atriz foi novamente detida pelas autoridades durante um protesto junto ao Capitólio.

O ator Sam Waterston também participou na manifestação desta sexta-feira, dia 18 de outubro, e foi detido juntamente com a atriz e os restantes manifestantes, segundo a AFP.

Atualmente, Jane Fonda e Sam Waterston protagonizam a série "Grande & Frankie", da Netflix.

Sam Waterston

De acordo com o Los Angeles Times, a atriz de 81 anos pretende participar em manifestações semanalmente, durante os próximos quatro meses.

Em 2018, a atriz e produtora norte-americana, uma "rebelde pura" tanto na vida como nos ecrãs, recebeu o prémio Lumière 2018, durante a 10ª edição do Festival Lumière de Lyon, em França.

Atriz vencedora de dois Óscares, pacifista, guru do fitness, modelo, feminista e ativista política: Jane Fonda tem passado a sua vida a surpreender com a sua personalidade multifacetada. Aos 80 anos, abriu a sua alma em "Jane Fonda in Five Acts", um documentário dirigido por Susan Lacy, que estreou em 2018, e que mostra uma vida de polémicas, tragédia e autoconhecimento.

Nascida em 1937, em Nova York, Fonda alcançou a fama na década de 1960 como protagonista de "Descalços no Parque" (1967), ao lado do fundador do festival de Sundance, o ator Robert Redford.

A sua carreira avançou mais em 1969 com "Os Cavalos Também Se Abatem", de Sydney Pollack, e ganhou o primeiro dos seus dois Óscares com "Klute" (1971), de Alan J. Pakula.

Mas talvez seja mais lembrada por alguns dos seus trabalhos anteriores, como "Barbarella" (1968), dirigido por seu ex-marido Roger Vadim.

O despertar político de Fonda ocorreu em Paris, onde viveu durante um curto período e viu os protestos em massa de maio de 1968 contra o governo de Charles de Gaulle.

O documentário, de 2018, também mostra o seu papel como líder do movimento contra a Guerra do Vietname, incluindo a sua viagem a Hanói em 1972, quando causou indignação nos americanos ao ser fotografada com as tropas norte-vietnamitas.

Fonda também é percebida como uma ativista pelos direitos da mulher. Aplaudiu realizadoras como Greta Gerwig, Patty Jenkins e Dee Rees, criadoras de filmes aclamados pela crítica no último ano.

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