Kalaf Epalanga, curador do African Book Festival de Berlim, em 2020, disse em entrevista à agência Lusa, no início deste mês, que o mundo “se está a virar para outras literaturas” e que a expressão africana está a atravessar “um bom momento”.

“Pediram-me para fazer foco na literatura angolana [no African Book Festival de Berlim], mas eu disse que não me sentiria bem se não incluísse todos os países de expressão portuguesa. Quero muito incluir a Guiné-Bissau, São Tomé, Cabo Verde, Moçambique. Também, por causa da situação que o Brasil atravessa neste momento, quero estender [o convite] aos escritores afro-brasileiros, eles têm muito a dizer”, afirmou.

Epalanga nasceu em Benguela, Angola, e vive entre Berlim e Lisboa. Como músico, é cofundador da editora independente Enchufada. Faz também parte da banda Buraka Som Sistema, atualmente em hiato.

Autor de "Histórias de Amor para Meninos de Cor" e de "O Angolano que Comprou Lisboa (por metade do preço)", Epalanga tem o seu mais recente livro, “Também os Brancos Sabem Dançar”, nomeado para os Prémios Jabuti 2019, os mais importantes na área da edição livreira no Brasil, na categoria de melhor capa. Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 31.

A sessão com Kalaf Epalanga, no Auditório do Camões, em Lisboa, tem início às 18:00 do próximo dia 24.

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